Pernambuco, 07 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Barroso irá se reunir com Lira e Pacheco para discutirem sobre o uso da emendas parlamentares

A assembleia se dará porque, na última sexta-feira, 16 de agosto, a Corte firmar a liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão das emendas impositivas.

Isabella Lopes

19 de agosto de 2024 às 17:07   - Atualizado às 17:36

Presidente da Câmara, Arhtur Lira, Presidente do STF, Luís Roberto Barroso e Presidente da Câmara do Senado, Rodrigo Pacheco.

Presidente da Câmara, Arhtur Lira, Presidente do STF, Luís Roberto Barroso e Presidente da Câmara do Senado, Rodrigo Pacheco. Foto: Divulgação/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve promover na terça-feira, 20 de agosto, uma reunião com lideranças do Congresso para discutir regras, limites e exigências no uso de emendas parlamentares. O encontro será conduzido pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e deverá contar com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Lira e Pacheco ainda não confirmaram suas presenças na reunião. A ideia de Barroso é que haja uma discussão "da maneira mais civilizada possível".

Na última sexta-feira, 16 de agosto, a Corte referendou a liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão das emendas impositivas na quarta-feira, 14 de agosto. A liminar vale até o Congresso criar medidas de transparência e rastreabilidade do dinheiro.

No voto publicado no plenário virtual a favor do referendo da sua decisão, Dino destacou a "alta relevância de diálogos institucionais". Ele afirmou que já estava prevista uma reunião cujo objetivo é a busca de uma "solução constitucional e de consenso, que reverencie o princípio da harmonia entre os Poderes".

O aceno foi feito após os ministros se reunirem para firmar uma posição em comum sobre o tema.

Na sexta, Barroso disse que "não há conflito, há divergência" sobre a relação do Supremo com o Congresso sobre as emendas impositivas. Ele afirmou que o próximo passo é a Corte sentar em uma mesa de conciliação com o Legislativo em uma tentativa de harmonizar a execução das emendas com os valores constitucionais da integridade, transparência, controlabilidade e ênfase no interesse público e na eficiência.

"Tanto o Supremo quanto o Congresso estão preocupados com esses cinco valores", afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também defendeu a busca de um acordo.

"Eu acho que o impasse que está acontecendo agora é possivelmente o fator que vai permitir a gente fazer uma negociação com o Congresso Nacional e estabelecer uma coisa justa na relação do Congresso com o governo federal", afirmou na sexta-feira.

Desde a liminar de Dino, na quarta-feira, o Congresso vem articulando retaliações ao Supremo. A primeira foi a rejeição, na Comissão Mista de Orçamento (CMO), da medida provisória que aumenta a verba para o Judiciário. Depois, Lira enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que limitam decisões monocráticas do Supremo.

Estadão Conteúdo 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

11:32, 07 Mar

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Posicionamento

Escândalo Master: Moraes nega troca de mensagens com Vorcaro no dia da prisão do banqueiro

Segundo nota divulgada pelo STF, o conteúdo foi tornado público pela CPI do INSS, que recebeu o material por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

Lula e o Filho Lulinha.
Transferências

Pagamentos de Lulinha a contador investigado por ligação com PCC aparecem em registros bancários

Transferências feitas em 2025 ocorreram mesmo após contador ser alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo.

Alexandre de Moraes e Zema
Processo

Zema e partido Novo articulam pedido de impeachment de Alexandre de Moraes no Senado

Governador de Minas Gerais e parlamentares da legenda citam mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro como base para questionar a conduta do ministro do STF.

mais notícias

+

Newsletter