Ministro Luís Roberto Barroso. Foto: Antonio Augusto/STF
Nesta quinta-feira, 9 de outubro, o ministro Luís Roberto Barroso se emocionou ao anunciar a sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o seu discurso, o ministro destacou que pretende ter menos obrigações e ter uma vida mais calma.
“Sinto que agora é hora de seguir outros rumos, que nem sei se estão definidos. Não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais a vida que me resta, sem as disposições, obrigações e exigências públicas do cargo”, declarou o ministro, visivelmente emocionado.
A decisão põe fim a uma trajetória de mais de uma década no STF, onde Barroso se destacou em julgamentos decisivos e em iniciativas voltadas à modernização do Judiciário. Aos 67 anos, ele ainda poderia permanecer na Corte até 2033, quando completará 75 anos, idade limite para aposentadoria compulsória. Mesmo assim, decidiu antecipar sua saída.
Luís Roberto Barroso é jurista, professor e magistrado brasileiro que atuou no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2013, indicado pela presidente Dilma Rousseff para a cadeira deixada por Ayres Britto. Ele também exerceu presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2020 e 2022. Formou-se em Direito pela UERJ, tem mestrado pela Yale Law School e atuou acadêmica e juridicamente em temas constitucionais de repercussão nacional.
Barroso se destacou no STF por votar a favor da descriminalização do aborto em casos de fetos anencéfalos, da criminalização da homofobia e da união estável entre pessoas do mesmo sexo, e contra práticas de nepotismo no serviço público.
Também participou de julgamentos sobre o regime de direitos previdenciários, mandados de injunção, papel do Estado em saúde e obrigações administrativas, e questão ambiental, como nos casos da tragédia de Mariana.
Nos últimos meses, Barroso vinha sendo alvo de especulações sobre aposentadoria antecipada, principalmente após o fim de seu mandato à frente da presidência do STF. Com o anúncio da sua aposentadoria, a vaga aberta no STF gera expectativa política, uma vez que caberá ao presidente Lula indicar seu sucessor.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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