Edir Macedo e Daniel Vorcaro. Foto: Divulgação
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 23 de junho, uma operação contra o Banco Digimais e apontou, em documento enviado à Justiça, que a instituição teria adotado práticas semelhantes às investigadas anteriormente no caso do Banco Master. A investigação apura supostas irregularidades na gestão financeira do banco e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais relacionadas aos investigados.
De acordo com a representação da Polícia Federal, o Banco Digimais teria utilizado "modus operandi" parecidos com aqueles atribuídos ao Banco Master, instituição que se tornou alvo de investigações após denúncias envolvendo sua atuação no mercado financeiro.
As equipes da PF cumpriram nove mandados de busca e apreensão contra pessoas e empresas ligadas ao banco. Embora o bispo Edir Macedo não tenha sido alvo dos mandados presenciais, a Justiça autorizou a quebra de sigilo e o bloqueio de bens relacionados ao líder religioso, que reside fora do Brasil.
Segundo os investigadores, os responsáveis pela instituição teriam apresentado informações financeiras que não refletiam a situação real do banco. A Polícia Federal sustenta que a prática teria criado uma aparência de estabilidade financeira diante dos órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema bancário.
A apuração aponta que a instituição buscou captar recursos no mercado por meio da oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de rentabilidade acima das praticadas por grande parte dos concorrentes. Para a PF, essa estratégia apresenta semelhanças com o modelo que esteve no centro das investigações envolvendo o Banco Master.
No entendimento dos investigadores, a oferta de retornos elevados teria servido para atrair investidores e ampliar a entrada de recursos na instituição. A Polícia Federal afirma que a estratégia teria ocorrido em um contexto no qual o banco enfrentava dificuldades para sustentar suas operações.
O documento destaca ainda o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo criado para proteger investidores e correntistas em determinadas situações previstas na legislação. Segundo a PF, a administração do banco teria utilizado a confiança existente nesse sistema de proteção para estimular novas aplicações financeiras.
Os investigadores afirmam que o Banco Master se tornou uma referência dentro da análise realizada pela corporação porque o caso produziu impactos significativos no mercado financeiro. A Polícia Federal entende que o modelo investigado naquela instituição apresenta características semelhantes às identificadas agora no Banco Digimais.
Outro ponto destacado pela investigação envolve a avaliação de ativos financeiros. A PF sustenta que dirigentes do banco teriam superestimado determinados ativos para transmitir uma percepção mais favorável sobre a saúde financeira da instituição. Os investigadores acreditam que essa prática teria dificultado a identificação de problemas por parte dos órgãos de controle.
A investigação também cita uma tentativa de negociação envolvendo o Banco Digimais. Segundo a Polícia Federal, Maurício Antonio Quadrado, ex-sócio e ex-executivo do Banco Master, tentou adquirir a instituição por meio da holding Bluebank em janeiro de 2025. O Banco Central não autorizou a operação.
Os investigadores também analisam operações financeiras que ligam as duas instituições. De acordo com a representação apresentada à Justiça, o Banco Digimais direcionou cerca de R$ 600 milhões para carteiras de direitos creditórios associadas ao Banco Master.
Para a Polícia Federal, a manutenção desses ativos dentro da carteira da instituição, somada à estratégia de captação de recursos com taxas consideradas elevadas, reforça as suspeitas sobre a condução da gestão financeira do banco.
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"Eu proponho, como comunicado oficial para todos os traficantes que ocupam o território brasileiro, que eles se entreguem. Aí nossa polícia não precisa matar ninguém", afirmou o candidato a presidência.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
A nova investigação apura suspeitas de possíveis favorecimentos a empresas parceiras dele dentro do governo federal.
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