Candidatos são ligados à Igreja Assembleia de Deus, mas apresentam estratégias opostas para o segmento.
02 de dezembro de 2024 às 11:50 - Atualizado às 12:13
A escolha do novo líder, tradicionalmente será realizada em fevereiro. Foto: Cristiano Mariz
A direita tem se dividido no meio, para a escolha do novo líder político. Otoni de Paula (MDB-RJ) aparece como o principal nome para assumir a liderança da Frente Parlamentar Evangélica, mas sua aproximação com o governo Lula tem gerado divisões dentro do grupo. A disputa pela presidência está polarizada entre ele e Gilberto Nascimento (PSD-SP), alinhado ao bolsonarismo.
Ambos candidatos são ligados à Assembleia de Deus, mas representam estratégias opostas para a bancada. A escolha do novo líder, tradicionalmente realizada em fevereiro, deve ser antecipada para o Culto da Santa Ceia, em 11 de dezembro.
Otoni já conta com o apoio de nomes importantes, como Silas Câmara (Republicanos-AM) e Cezinha de Madureira (PSD-SP), que garantem que a decisão é unânime:
“Silas e eu definimos que será Otoni. Não há racha algum”, afirmou Cezinha.
Apesar disso, a relação de Otoni com o governo federal é vista com desconfiança por parte da bancada. Em outubro, ele representou o grupo em uma cerimônia no Palácio do Planalto e elogiou Lula durante a sanção do Dia Nacional da Música Gospel. A postura irritou parlamentares bolsonaristas, como Eli Borges (PL-TO) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que agora trabalham nos bastidores pelo nome de Gilberto Nascimento.
Gilberto, por sua vez, conta com o apoio do pastor Silas Malafaia, que critica Otoni por supostamente querer agradar o governo.
“Otoni quer fazer graça para o governo Lula”, disse Malafaia, reforçando o clima de divisão na bancada.
A escolha, marcada por embates ideológicos, definirá o tom da atuação da Frente Parlamentar Evangélica nos próximos anos.
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