Entre 2015 e 2023, estado registrou mais de 61 mil assassinatos, com destaque para Salvador e cidades do interior; jovens negros são as principais vítimas.
Wagner cumpriu dois mandatos, de 2007 a 2014, sendo sucedido por Rui Costa, também do PT, que governou por dois mandatos consecutivos, entre 2015 e 2022. Em 2023, Jerônimo Rodrigues assumiumi (1) Foto: Site/PT
A Bahia manteve sua posição como o estado mais violento do Brasil pelo nono ano consecutivo, conforme dados do Atlas da Violência 2023, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Entre 2015 e 2023, o estado registrou mais de 61 mil homicídios, consolidando-se como líder em mortes violentas no país.
Em 2023, a taxa de homicídios na Bahia foi de 46,5 por 100 mil habitantes, superando a média nacional de 22,8. A capital, Salvador, destacou-se com 1.103 assassinatos, representando 42,3% das vítimas com até 24 anos, sendo que cerca de 90% eram negros.
Além disso, o estado concentra sete das dez cidades mais violentas do Brasil. Santo Antônio de Jesus lidera o ranking nacional com uma taxa de 94,1 homicídios por 100 mil habitantes
Especialistas apontam que o tráfico de drogas e a disputa por territórios dominados por facções criminosas são fatores que intensificam a violência na região. O historiador Dudu Ribeiro destaca que a política de encarceramento em massa contribui para o fortalecimento dessas facções, afetando principalmente jovens negros e moradores das periferias.
Apesar de uma redução de 118 homicídios em comparação com o primeiro trimestre de 2024, a queda ainda é considerada insuficiente para reverter o quadro alarmante de violência no estado. A falta de diálogo com setores da sociedade civil e a criminalização dos movimentos sociais também são apontadas como desafios para a implementação de políticas públicas eficazes de segurança.
A Bahia é governada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2007, quando Jaques Wagner foi eleito governador, encerrando décadas de domínio de grupos políticos tradicionais no estado. Wagner cumpriu dois mandatos, de 2007 a 2014, sendo sucedido por Rui Costa, também do PT, que governou por dois mandatos consecutivos, entre 2015 e 2022. Em 2023, Jerônimo Rodrigues assumiu o cargo, mantendo a hegemonia petista no Palácio de Ondina. Com quase duas décadas de administrações do PT, a gestão estadual tem sido marcada por avanços em áreas como educação e infraestrutura, mas também enfrenta críticas em relação aos índices de violência, que colocam a Bahia repetidamente entre os estados mais violentos do país.
O cenário exige uma abordagem integrada e sensível às questões raciais e sociais para enfrentar a violência sistêmica que afeta a Bahia e outras regiões do Brasil.
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