Entre os vereadores que lideraram esse trabalho de oposição estão Eduardo Moura, Felipe Alecrim, Gilson Machado Filho, Thiago Medina, Paulo Muniz, Fred Ferreira, Alef Collins e Davi Muniz.
Oposição da gestão João Campos na Câmara do Recife. Foto: Divulgação
A atuação da oposição na Câmara Municipal do Recife passou a influenciar diretamente a imagem pública do prefeito João Campos (PSB) ao longo de 2025, primeiro ano do seu segundo mandato.
Depois de encerrar a gestão anterior, entre 2021 e 2024, com altos índices de aprovação e conquistar a reeleição ainda no primeiro turno, com 71% dos votos, o prefeito enfrenta um cenário político mais adverso.
As ações de fiscalização, denúncias e questionamentos feitos por vereadores oposicionistas ganharam grande repercussão, principalmente nas redes sociais, e contribuíram para um ambiente de maior desgaste político.
Entre os vereadores que lideraram esse trabalho de oposição estão Eduardo Moura e Felipe Alecrim, ambos do NOVO, além de Gilson Machado Filho, Thiago Medina, Paulo Muniz e Fred Ferreira, do PL. Também atuaram de forma ativa Alef Collins, do PP, e Davi Muniz, do PSD. Ao longo de 2025, esses parlamentares protocolaram denúncias, realizaram fiscalizações e usaram a tribuna da Câmara para questionar decisões da Prefeitura do Recife.
Durante o primeiro mandato, João Campos manteve uma relação menos conflituosa com o Legislativo municipal. A imagem de gestor jovem, comunicativo e próximo da população se consolidou, o que fortaleceu seu nome não apenas no Recife, mas também no cenário estadual.
Esse contexto levou a especulações sobre uma possível candidatura ao Governo de Pernambuco em 2026, impulsionada pelo bom desempenho eleitoral e pela alta aprovação popular.
O cenário começou a mudar em 2025. Logo nos primeiros meses do novo mandato, vereadores da oposição intensificaram a atuação na Câmara do Recife. As fiscalizações passaram a ser mais frequentes e as denúncias apresentadas pelos parlamentares alcançaram grande circulação fora do ambiente institucional, especialmente nas plataformas digitais.
As críticas abordaram diferentes áreas da gestão municipal. Os vereadores denunciaram possíveis casos de superfaturamento em contratos, apontaram a falta de profissionais de apoio para alunos com deficiência nas escolas da rede municipal e relataram carência de profissionais de saúde em unidades hospitalares do município.
Também surgiram cobranças relacionadas a alagamentos em vias públicas durante períodos de chuva e questionamentos sobre o volume de patrocínios ligados a empresas de apostas, conhecidas como bets.
Esses temas passaram a circular com força nas redes sociais, ambiente em que João Campos sempre teve forte presença e alto índice de aprovação. Em 2025, porém, esse espaço também se tornou palco de críticas constantes. Perfis ligados à oposição e a eleitores insatisfeitos passaram a compartilhar denúncias, vídeos de fiscalizações e trechos de discursos feitos na Câmara Municipal, ampliando o alcance das críticas e gerando debates intensos.
Esse novo contexto também coincidiu com mudanças no cenário estadual. Em 2025, pesquisas sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco passaram a indicar queda no desempenho de João Campos, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) demonstrou crescimento na corrida pela reeleição. As denúncias e fiscalizações feitas no Recife passaram a ser incorporadas ao debate estadual, reforçando críticas à gestão municipal e influenciando a avaliação política fora da capital.
A atuação firme da oposição na Câmara do Recife se consolidou como um dos principais fatores desse novo momento político. O debate político, antes mais concentrado em resultados administrativos e comunicação institucional, passou a incorporar questionamentos sobre contratos, serviços públicos e prioridades da Prefeitura do Recife.
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