"Os chamados transtornos mentais são de certa forma induzidos ou estimulados pela indústria farmacêutica", diz colunista.
13 de outubro de 2023 às 13:19
A OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta o Brasil como a nação que possui o maior percentual de pessoas com transtornos de ansiedade e depressão do planeta, quase 29% da população receberam esse diagnóstico e indica também que uma a cada quatro pessoas sofrerá transtorno mental ao longo da vida, além disso, a organização afirma que um terço da população mais jovem, com idade entre 18 e 24 anos, já é ansiosa. A mídia tem pontuado reportagens afirmando que a depressão é a doença do século, mas até onde isso é verdade? Precisamos sair da sistematização comportamental, é o que o neurocientista Miguel Nicolelis denomina de: sincronização cerebral. Os chamados transtornos mentais são de certa forma induzidos ou estimulados pela indústria farmacêutica, não desprezo a realidade que a vida moderna produz seres automatizados e fugitivos da realidade, esses adoecem e precisam de uma atenção psicossomática ou psiquiátrica. Contudo, grupos tem usado os meios de comunicação para exibir sintomas e diagnósticos padronizados. Até onde esse ranking que o Brasil foi classificado é real? Tudo é depressão ou os diagnósticos do transtorno depressivo são factoides? Percebemos que muitas pessoas que buscam os consultórios angustiados saem dessas clínicas já com a sentença: você tem TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) ou TDM (Transtorno Depressivo Maior). Esse transtorno é evolutivo, existe uma sequência: o luto, a melancolia e, por fim, a depressão. Essas etapas são desconsideradas por essa indústria da loucura. Alerto que existe uma alta do transtorno psíquico provocado por vários fatores: ambientais, comportamentais e biológicos. Entretanto há uma manipulação e acomodação na investigação ou a falta da anamnese desses pacientes. Os avanços científicos instrumentalizaram a clínica medica usando novas ferramentas para diagnósticos e técnicas de tratamento, mas a ciência deve observar que somos humanos, que temos história, digitais diferentes e medidas desiguais, não somos fabricados em cadeias. Exames realizados através da RMF (ressonância magnética funcional) têm apresentado que pessoas observadas fazendo as mesmas atividades tem reações neurais diferentes, não incluo aqui as questões psíquicas que as lentes desse maquinário não alcançam, afinal, gente é gente. Os transtornos de ansiedade existem, a depressão é uma realidade, no entanto, multiplicar queixas emocionais e diagnosticar como doenças mentais é um erro gravíssimo que esses grupos detentores do diagnóstico está o cometendo. As redes sociais é outro fator que provoca esses sintomas, pois essa indução, teoricamente, publicada como informações e muitas delas afetam os neuróticos que se contaminam desse vírus informativo e colocam a carapuça de ansioso ou depressivo que, logo em seguida, correm para a primeira farmácia do bairro para se embriagar das drogas lícitas, o remédio. Nas décadas passadas as pessoas tomavam o chazinho receitadas pelos avós, hoje buscam receitas e conseguem os fármacos nas esquinas da vida. Mas, afinal, o que é transtorno de ansiedade e de depressão? Continuaremos nos próximos artigos a debulhar, descascar esse enigma que a modernidade implantou no cérebro humano como verdade absoluta, descartando o sofrimento, pois esses sofrimentos são naturais a nossa espécie. A magia oferecida da não dor, não frustração e não fracasso é fake inventada pela sociedade consumista e produtiva. Edinázio Vieira e Silva é um bacharel em Teologia e um Psicanalista Clínico, com títulos de Mestre e Doutor em Ciência da Educação, com ênfase em psicanálise. Ele é o criador do programa Pró-Emoções, que se dedica à promoção do crescimento pessoal e à transformação do comportamento individual. Além disso, ele também é o fundador da Academia do Cérebro, uma instituição que atua há mais de 15 anos oferecendo consultoria e capacitação na área da saúde mental.
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