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Anderson Ferreira, presidente do PL Pernambuco, diz que julgamento de Bolsonaro teve "viés político"

Bolsonaro foi condenado na última quinta-feira, 11 de setembro, a 27 anos e 3 meses, no Supremo Tribunal Federal.

Fernanda Diniz

16 de setembro de 2025 às 13:46   - Atualizado às 14:14

Jair Bolsonaro e Anderson Ferreira.

Jair Bolsonaro e Anderson Ferreira. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O presidente do Partido Liberal em Pernambuco, Anderson Ferreira, falou sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro foi condenado na última quinta-feira, 11 de setembro, a 27 anos e 3 meses pelos crimes de: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

Para Anderson, o motivo do julgamento teria “caráter político”. O político lembrou que três dos cinco ministros da Primeira Turma, que condenou Bolsonaro, são próximos ao governo atual.

Flávio Dino e Cristiano Zanin, ex-ministro do atual governo e advogado pessoal de Lula, e Moraes, que foi indicado por Temer e mantém proximidade com o presidente Lula.

“O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos supostamente envolvidos na chamada trama golpista no Supremo Tribunal Federal deixou claro o caráter político do processo. Dos cinco membros do Tribunal que participaram do julgamento, um é ex-ministro do atual governo, outro foi advogado pessoal e formal do presidente da República, e o relator é fruto de indicação pessoal e política do ex-presidente Michel Temer. Fica evidente, portanto, que a maioria da turma tem um viés político”, afirmou Anderson.

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A forma como os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia atuaram também foi destacada pelo presidente do PL estadual. Para Anderson, os ministros agiram com mais técnica que os colegas da Corte, embora apenas Fux tenha votado contra a condenação do ex-presidente.

“Do outro lado, destacam-se dois ministros com perfis mais técnicos e jurídicos, menos suscetíveis a esse vício: a ministra Cármen Lúcia e o ministro Luiz Fux. Isso demonstra que jamais poderíamos esperar um julgamento totalmente isento”, disse.

Anderson Ferreira ainda destacou em sua fala que é necessário haver 'equilíbrio entre os Poderes e serenidade institucional', e que isso é necessário para que a página seja virada.

“O que o Brasil precisa neste momento é equilíbrio entre os Poderes e serenidade institucional, para que possamos virar essa página e construir um ambiente político menos polarizado. Manter o país refém de extremos não ajuda em absolutamente nada a sociedade brasileira”, afirmou Anderson Ferreira.

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