Anderson Ferreira, presidente estadual do PL. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura
O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Pernambuco, Anderson Ferreira, reagiu às declarações do presidente Lula durante discurso no exterior, em que o petista afirmou que “os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”.
Para Anderson, a fala representa “um retrocesso perigoso e uma afronta à realidade do país”, ao tentar inverter responsabilidades e minimizar a gravidade do crime organizado no Brasil.
“É ultrapassar todos os limites do bom senso. O que vimos foi um retrato de um país que parece ter perdido o rumo e a noção de responsabilidade. O governo do PT tenta se eximir de tudo, dos escândalos do INSS, da ruptura entre os poderes, da perseguição política que se instaurou em todo o país e agora também da gravidade do crime organizado”, afirmou o presidente do PL.
Segundo ele, a fala do presidente confunde o certo com o errado e enfraquece o combate às drogas, tema que afeta diretamente famílias e comunidades em todo o Brasil.
“É um absurdo banalizar o crime. O Brasil precisa de autoridade, de responsabilidade e de verdade, não de discursos que desrespeitam a sociedade e a família brasileira”, completou Anderson.
Durante entrevista concedida na sexta-feira, 24 de outubro, a jornalistas na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se posicionar sobre a política internacional de combate às drogas e fez uma declaração. (veja vídeo abaixo)
“Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”.
O comentário surgiu enquanto o petista comentava as ações do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o tráfico internacional. Segundo Lula, o republicano deveria priorizar o tratamento de dependentes químicos nos EUA, em vez de recorrer a operações militares fora do país.
"É muito melhor os Estados Unidos se disporem a conversar com a polícia dos outros países, com o Ministério da Justiça de cada país, para a gente fazer uma coisa conjunta. Porque se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer, onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade da soberania dos países? É ruim. Então eu pretendo discutir esses assuntos com o presidente Trump, se ele colocar na mesa", afirmou.
Lula também defendeu que o enfrentamento ao tráfico deve incluir o debate sobre o consumo interno e a corresponsabilidade dos usuários.
"Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também. Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende", disse o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira, 24 de outubro, no encerramento da visita de Estado à Indonésia, que a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não terá assunto vetado. Os dois líderes devem se encontrar no domingo, 26, em Kuala Lumpur, na Malásia. O tarifaço imposto ao Brasil deve ser o tema mais importante da reunião.
"Vai ser uma reunião livre em que a gente vai pode dizer o que quiser, como quiser, e vai ouvir o que quiser e não quiser também. Estou convencido de que vai ser boa para eles e para o Brasil essa reunião. Vamos voltar a nossa normalidade", afirmou.
O presidente disse ainda que quer discutir sanções a ministros do Supremo Tribuna Federal (STF), como a Lei Magnistsky e a cassação de vistos, e também temas geopolíticos, como China, Venezuela e Rússia.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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