A deputada, que representa o movimento feminista na Alepe, reagiu aos gritos de “gravidez forçada é tortura” sobre a criação do Dia Estadual de Valorização da Vida do Nascituro.
26 de abril de 2024 às 17:47 - Atualizado às 18:28
Deputada Dani Portela. Deputada Dani Portela.
Em plenário realizado na última quarta-feira, 24 de abril, sobre a criação do Dia Estadual de Valorização da Vida do Nascituro, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a deputada Dani Portela (PSOL) se posicionou sobre o assunto, afirmando que matéria é contra o aborto.
A parlamentar, que representa o movimento feminista na Casa, reagiu aos gritos de “gravidez forçada é tortura”, “o Estado é laico” e “defensor de estuprador” sobre a matéria.
Para Dani, a justificativa de defesa da vida intrauterina - que é o intuito da pauta - é falaciosa e esconde a intenção de privar de mulheres, meninas e pessoas que gestam o direito ao aborto.
A deputada, cuja disse que a legislação brasileira permite o aborto em alguns casos específicos, afirmou que o discurso religioso busca condenar e impedir mulheres de exercerem esse direito.
“Esse discurso religioso, que supostamente é sobre a vida, sempre foi um debate sobre controle dos nossos corpos, dos nossos úteros e das nossas vidas”, disse
A feminista também salientou que a realização do aborto não deveria ser decidido por uma casa legislativa, e sim por uma mulher.
“Uma casa legislativa não pode, sob a falsa alegação de defender vida de nascituro, perpetuar violência contra meninas, mulheres e pessoas que gestam no Estado de Pernambuco”, ressaltou Dani Portela.
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A fala do parlamentar aconteceu na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta quinta-feira, 5 de fevereiro.
Os escolhidos por sorteio foram os deputados Sileno Guedes (PSB), Coronel Alberto Feitosa (PL) e Waldemar Borges (MDB), que foram escolhidos por sorteio.
Segundo o procurador da Casa os pareceres foram liberados sem apontar inconstitucionalidade manifesta.
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