A Câmara Municipal aprovou R$ 900 milhões em empréstimo para a Prefeitura do Recife. No entanto, Alefy Collins e vereadores da oposição destacam que João Campos não detalhou como o dinheiro será usado.
Vereador Alef Collins e o prefeito João Campos. Foto: Bruno Vila Nova/Beto Dantas/Portal de Prefeitura
O vereador do Recife, Alef Collins (PP), destacou que o prefeito João Campos (PSB), conseguiu que a Câmara Municipal aprovasse o empréstimo de R$ 900 milhões, sem dizer como o dinheiro será utilizado em benefício da cidade.
Para Alef Collins, com essa liberação de empréstimo, João Campos irá endividar o Recife para financiar mais abandono e descaso.
"Mais dinheiro para quê? 900 milhões de reais. Esse é o novo empréstimo que a Câmara aprovou para o prefeito do Recife. Um projeto sem dados, sem dizer para o que será usado esse dinheiro e, mais uma vez, o povo recifense que vai pagar essa conta", explanou Collins.
No dia 16 de junho, a Câmara Municipal do Recife aprovou o projeto de lei do Executivo que autoriza a Prefeitura do Recife a contratar operação de crédito junto a instituições financeiras nacionais, com a garantia da União, no valor de R$ 900 milhões.
Segundo o prefeito, o dinheiro será usado para implantar, ampliar e modernizar serviços e obras nas áreas de infraestrutura, saneamento, habitação, saúde e mobilidade urbana.
No entanto, a oposição afirma que o projeto enviado por João Campos e aprovado pela Casa legislativa municipal é genérico e não dá muitos detalhes de como o dinheiro emprestado vai, de fato, ser aplicado no município.
Até o momento, a Câmara do Recife - que tem a maioria dos vereadores composta por aliados de João Campos -, autorizou R$ 4.6 bilhões de empréstimo para a Prefeitura do Recife.
Para se ter uma ideia, o orçamento anual da Prefeitura do Recife é de R$ 9 bilhões. Ou seja, o prefeito conseguiu mais metade dos recursos de 2025, sem especificar onde esse montante será empenhado.
"Nós não vemos melhorias no saneamento da cidade e, principalmente, na drenagem", destacou Alef Collins na ocasião.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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