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Aldo Rebelo afirma que Lula negociou terras raras para derrubar sanções da Lei Magnitsky

"Não tenho dúvida nenhuma de que há acordos reservados ou secretos para explicar essa mudança", disse o pré-candidato a presidência.

Isabella Lopes

07 de janeiro de 2026 às 16:35   - Atualizado às 16:35

Aldo Rebelo e Lula.

Aldo Rebelo e Lula. Foto: Giba/Ascom MCTI e Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O ex-ministro Aldo Rebelo anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC) e fez críticas diretas ao Governo Lula (PT) ao comentar a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Em entrevista concedida ao Gazeta do Povo, no dia 18 de dezembro, ele afirmou acreditar na existência de acordos reservados entre os dois países para a revogação de sanções aplicadas a autoridades brasileiras com base na Lei Magnitsky.

Segundo Rebelo, a mudança de postura do presidente norte-americano Donald Trump não ocorreu de forma espontânea e com possivelmente envolvendo o acesso a terras raras brasileira. 

“Não tenho dúvida nenhuma de que há acordos reservados ou secretos para explicar essa mudança de posição do governo dos Estados Unidos. Tudo aquilo que eles podiam prometer, o Lula podia entregar”, declarou, mantendo o tom crítico em relação à condução da política externa brasileira.

Pré-candidatura pelo Democracia Cristã

A disputa presidencial marca uma nova fase da trajetória política de Aldo Rebelo. O ex-ministro afirmou que decidiu avançar com o projeto nacional após receber um convite formal do Democracia Cristã, legenda pela qual pretende concorrer ao Palácio do Planalto. De acordo com ele, o partido ofereceu autonomia política e espaço de protagonismo.

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“O MDB nunca descartou a minha candidatura, mas também nunca me fez um convite formal, como fez o Democracia Cristã”, afirmou. Rebelo destacou que a sigla, apesar de pequena, garante independência. “O partido é pequeno, não dispõe de recursos, não tem fundo partidário, não tem bancada, mas tem uma grande vantagem, é independente”, disse.

Aldo Rebelo construiu sua carreira política na esquerda tradicional. Ele presidiu a União Nacional dos Estudantes (UNE), exerceu sete mandatos como deputado federal, comandou a Câmara dos Deputados e ocupou ministérios em governos petistas. Nos últimos anos, porém, passou a se afastar desse campo político.

Segundo o pré-candidato, a esquerda abandonou pautas como nacionalismo, soberania e desenvolvimento do Brasil. Esse afastamento o levou a atuar fora dos grandes partidos e a ocupar cargos em gestões de perfil mais amplo.

Em São Paulo, Rebelo assumiu a Secretaria Municipal de Relações Internacionais durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), no período pré-eleitoral. Seu nome chegou a ser cogitado como possível vice na chapa municipal, em uma articulação que teria o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao comentar o novo momento político, Rebelo reforçou críticas às estruturas tradicionais do poder. “Não é tutelado pelo STF, não é tutelado pela Faria Lima, não é tutelado pela mídia nem pelos esquemas da política profissional de Brasília”, afirmou, ao justificar sua escolha pelo Democracia Cristã.

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