Advogado João Neto foi preso após ser acusado de espancar a companheira. Foto: Reprodução
O advogado e influenciador João Neto, preso sob suspeita de agredir sua ex-companheira em Maceió, passou mal ao ser transferido do Presídio Militar para a Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti de Oliveira, na noite da quinta-feira, 17 de abril. Ele precisou ser levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da capital alagoana.
Segundo informações da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), após o atendimento na UPA, o advogado foi conduzido para uma avaliação cardiológica no Hospital Geral do Estado (HGE), recebendo alta médica logo em seguida.
João Neto estava preso no Presídio Militar porque tinha apresentado um documento militar, mas não houve confirmação que - de fato -, ele era militar. Por isso, ele estava sendo transferido para a Penitenciária Baldomero Cavalcanti, em Maceió.
A defesa do advogado confirmou que ele sofre de problemas cardíacos, mas que já se recuperou. “No que diz respeito ao processo judicial em curso, informamos que este escritório tem adotado todas as medidas cabíveis, estando o referido processo sob segredo de justiça”, completa a nota.
Entenda o caso
Na manhã da segunda-feira, 14 de abril, uma mulher deu entrada em um hospital particular de Maceió com ferimentos no queixo após relatar ter sido agredida pelo companheiro. O suspeito, João Neto, de 47 anos, atua como advogado criminalista, é ex-militar da Polícia da Bahia e possui milhares de seguidores nas redes sociais, onde comenta casos jurídicos e compartilha sua rotina.
Segundo o depoimento da vítima, o homem a retirou à força do apartamento onde estavam e a empurrou, fazendo com que ela caísse no chão.
A queda causou um corte profundo no queixo, exigindo três pontos. Logo após a agressão, policiais da Operação Policial Litorânea (Oplit) prenderam o advogado em flagrante e o conduziram à Central de Flagrantes.
Conforme o boletim de ocorrência, a mulher confirmou ter sofrido agressões e revelou que não foi a primeira vez. Ela mora em Arapiraca, mas viajou até Maceió com a intenção de viver com o companheiro. O relacionamento durou cerca de dois anos e já teve outro episódio de violência em outubro do ano passado, quando ela sofreu ferimentos na cabeça e precisou ser hospitalizada.
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