A jornalista, que chegou a ser a deputada federal mais votada de São Paulo quando apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro, desabafou nas redes sociais após a derrota nas urnas.
Joice Hasselmann critica eleitores de São Paulo Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
Joice Hasselmann (Podemos), que já foi a deputada federal mais votada de São Paulo, recebeu 1.673 votos no domingo, 6 de outubro, e não foi eleita vereadora.
Depois da contagem dos votos, ela surgiu nas redes sociais com uma taça de champanhe, anunciou que iria "pendurar as chuteiras" e chamou Ricardo Nunes (MDB) de "bunda-mole", embora tenha declarado voto nele no segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL).
“Nem posso titubear em quem eu vou apostar, obviamente Ricardo Nunes porque é todo mundo contra Boulos”, disse Joice. “Não é porque eu acho Ricardo Nunes grandes coisas, eu acho ele um p* de um bunda-mole, porque comigo ele foi um bunda-mole. Bastou Eduardo Bolsonaro fazer ‘Bu, Ricardo’, que ele se tremeu todinho. Ficou todo: ‘Ai, nem conheço a Joice direito’. Depois de ter dado apoio a mim”, concluiu.
Quanto à sua trajetória política, ela esclareceu que entrou na disputa eleitoral sem grandes expectativas.
“Não consegui ser eleita e quero brindar esse champanhe com você. Por que? Porque nessa campanha eu não falei pra ninguém, mas estava em suas mãos a decisão do que eu ia fazer pra minha vida. E eu decidi, depois desse resultado, aposentar as chuteiras”, anunciou.
Joice ainda afirmou que ganhava muito dinheiro como jornalista antes de entrar para a política e que teve abrir mão de sua carreira para seguir como candidata, e criticou os eleitores da cidade.
“A população não está preparada para votar no que é bom, bonito e agradável aos olhos do Senhor”, finalizou.
O prefeito Ricardo Nunes chegou a ser criticado por Eduardo Bolsonaro (PL). O deputado não gostou do apoio de Nunes à candidatura de Joice Hasselmann (Podemos) à Câmara Municipal da capital paulista.
O parlamentar acusou o prefeito de falhar nos acenos à direita, de não estabelecer diálogos sobre estratégias de campanha e, agora, de apoiar a "maior traidora do bolsonarismo".
"É inacreditável como Nunes cava a própria sepultura ao apoiar a maior traidora do bolsonarismo. Ele tem o apoio do PL, mas falha nos acenos, nessa tentativa de se posicionar ao centro. É nesse vácuo que Pablo Marçal (PRTB) tem crescido, por se alinhar com o eleitorado fiel aos nossos valores", declarou Eduardo Bolsonaro.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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