Aumentos elevam o patamar de preços dos VW, elevando a procura pelos SUVs e picapes chinesas. Fotos: Volkswagen/Divulgação
O mercado automotivo inicia 2026 com uma reestruturação profunda nos valores praticados pela rede Volkswagen. Em primeiro lugar, a marca alemã aplicou reajustes severos que afastam muitos modelos do teto de isenções para o público PCD. De fato, o aumento médio superou a inflação do setor, com variações que atingem diretamente os veículos mais desejados pelos pernambucanos. Nesse sentido, o consumidor que busca um zero quilômetro encontrará etiquetas que refletem o novo posicionamento premium da montadora no Brasil.
Os novos valores: do Nivus à Amarok
Os reajustes foram escalonados conforme a categoria e a motorização. Além disso, o VW Nivus sofreu aumentos que elevaram seu preço médio para a faixa dos R$ 135 mil a R$ 160 mil. Dessa forma, o T-Cross, líder de vendas, teve acréscimos que elevaram a versão Highline para a casa dos R$ 192 mil. Consequentemente, o caso mais extremo fica para a picape Amarok V6, cujo reajuste recorde de R$ 34 mil fez o modelo saltar para R$ 355 mil, superando picapes de luxo importadas.
Diante desses aumentos, as montadoras chinesas mantêm tabelas agressivas para atrair o consumidor órfão da Volks. Nesse contexto, a BYD posiciona o seu Song Plus (Híbrido) na faixa dos R$ 239 mil, oferecendo um porte muito maior que o T-Cross por uma diferença que o consumidor de elite aceita pagar. Já para quem busca entrada no mundo elétrico, o BYD Dolphin segue competitivo em torno de R$ 155 mil, batendo de frente com o Nivus.
A GWM, por sua vez, ataca com o Haval H6 HEV (Híbrido), vendido a partir de R$ 214 mil, um valor que incomoda as versões topo de linha do Taos e da Amarok. Assim sendo, em concessionárias de Recife e Jaboatão, a migração de clientes tem sido notável, já que o comprador percebe que, pelo mesmo investimento de um SUV compacto da Volks, pode levar um SUV médio tecnológico da GWM.
Impacto na produção nacional e fidelidade
Um fator que explica a agressividade das chinesas é a produção local nas plantas da Bahia e São Paulo, que ganhou escala neste trimestre. Contudo, a Volkswagen defende os aumentos citando a integração de novos sistemas de segurança e motores adaptados às normas de 2026. De acordo com analistas, essa "inflação tecnológica" das marcas tradicionais está testando a lealdade do brasileiro. Dessa forma, marcas que antes eram vistas com desconfiança agora são celebradas pelo custo-benefício e pela manutenção simplificada garantida pela fabricação nacional.
O cenário atual aponta para uma redistribuição de forças nas ruas de Pernambuco. Portanto, o aumento nos preços da Volkswagen não apenas altera a tabela das concessionárias, mas acelera a mudança de preferência de marca no Brasil, onde o custo-benefício da eletrificação chinesa parece estar vencendo a tradição europeia.
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