Z EV e Ninja EV têm mesmo design dos modelos a combustão, porém usam motores elétricos. Foto: Divulgação/Kawasaki
A indústria das duas rodas atravessa a sua transformação mais radical desde a invenção dos motores a combustão. Com a pressão global por metas de descarbonização, as motos elétricas e híbridas deixaram de ser protótipos futuristas para se tornarem soluções viáveis e desejadas em dois mil e vinte e seis. No Brasil, o cenário é de expansão, com o Polo Industrial de Manaus a adaptar as suas linhas de montagem para acolher estas novas propulsões, que prometem eficiência energética e uma condução silenciosa que redefine a experiência urbana.
As motos elétricas operam através de uma bateria de ions de lítio que alimenta um motor de indução, eliminando a necessidade de transmissões complexas e trocas de óleo. De acordo com informações do portal G1, o grande diferencial destes modelos é a entrega de torque instantâneo, o que garante arrancadas rápidas e uma performance superior no trânsito das grandes cidades.
Segundo dados da Abraciclo, a autonomia das baterias evoluiu consideravelmente, permitindo que modelos urbanos de entrada percorram até 100 quilómetros com uma única carga. Conforme indica o portal UOL, a popularização de baterias removíveis, que podem ser carregadas em tomadas comuns de 110V ou 220V, retirou uma das maiores barreiras de compra, permitindo que utilizadores em apartamentos recarreguem o seu veículo com facilidade.
Enquanto a moto puramente elétrica foca na cidade, os modelos híbridos surgem como a solução ideal para quem não quer abrir mão de viagens longas. Segundo a revista Autoesporte, a tecnologia híbrida combina um pequeno motor a combustão com um motor elétrico auxiliar. Em baixas velocidades, a moto utiliza apenas eletricidade; em momentos de alta demanda ou velocidades constantes, o motor térmico entra em ação, muitas vezes funcionando como um gerador para recarregar a bateria.
Conforme aponta o portal Terra, marcas como a Kawasaki já introduziram modelos de alta cilindrada com esta tecnologia, permitindo uma economia de combustível que pode chegar a 40% em comparação com modelos tradicionais. Esta versatilidade garante a soberania da moto híbrida em regiões onde a infraestrutura de postos de carregamento elétrico ainda está em desenvolvimento.
A trajetória para a eletrificação total ainda enfrenta o desafio do custo inicial. De acordo com a revista Exame, o preço de aquisição de uma moto elétrica de boa performance ainda é cerca de 20% superior ao de uma similar a gasolina. No entanto, o custo por quilómetro rodado e a manutenção reduzida (devido à ausência de filtros, velas e correias) compensam o investimento em menos de dois anos de uso intenso.
Conforme indica a CNN Brasil, incentivos fiscais e a criação de "corredores verdes" com carregadores rápidos em autoestradas são as apostas para dois mil e vinte e seis. O futuro das duas rodas no Brasil será marcado pela convivência destas tecnologias, onde o utilizador poderá escolher entre a pureza do motor elétrico ou a flexibilidade do sistema híbrido para as suas necessidades de deslocação.
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