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Brasil terá 12 marcas chinesas de carros em operação até final de 2025

Reportagem da Quatro Rodas lista novos participantes como MG, GAC e Hava, além de marcas já consolidadas, como BYD e Caoa Chery.

Beto Dantas

19 de abril de 2025 às 10:44   - Atualizado às 11:08

Fábrica BYD na China.

Fábrica BYD na China. Foto: Divulgação/BYD

Conforme reportagem exclusiva da revista Quatro Rodas , o Brasil contará com 12 marcas chinesas em operação até dezembro de 2025 . Entre as já condicionantes, destacam-se BYD (presente desde 2015) e Caoa Chery (parceria brasileira desde 2017). Já as novas entrantes incluem MG Motors , GAC , Haval (da GWM), Jac Motors , Hava , Exeed , Jetour , Voyah , Zeekr e Seres .

Estratégias Para Conquistar o Mercado
A princípio, o foco das novas marcas é claro: preços agressivos e tecnologia verde. A MG , por exemplo, prepara o lançamento do SUV ZS elétrico, enquanto a GAC planeja introduzir o SUV Emkoo híbrido com valor abaixo da concorrência. Por sua vez, a Haval (GWM) ampliará sua linha com o SUV H6 GT 100% elétrico. Além disso, a Jetour promete surpreender com o SUV X70 Plus, e a Hava mira o segmento de picapes com o modelo H9.

Desafios Logísticos e Concorrência
Entretanto, a expansão não é livre de obstáculos. Marcas como Exeed e Zeekr , por exemplo, precisarão estruturar redes de assistência técnica e serviços pós-venda para competir com os tradicionais como Fiat e Volkswagen. Ao mesmo tempo, a dependência de importações de peças e a alta tributação sobre veículos importados exigem soluções criativas, como parcerias locais.

Elétricos na Linha de Frente
Vale enfatizar que a maioria das marcas anunciadas aplicam seus investimentos em veículos eletrificados. A BYD , líder global em energia elétrica, ampliará a produção nacional do Tan SUV e do hatch Dolphin. Já a Seres traz o SUV A5 com motorização híbrida flex, adaptado ao etanol brasileiro. Enquanto isso, a Voyah (do grupo Dongfeng) promete surpreender com o sedã elétrico Zhuiguang, focado em tecnologia autônoma.

Futuro em Transformação
Diante desse cenário, a Quatro Rodas ressalta que a chegada das 12 marcas deve redefinir o mercado. Afinal, a combinação de preços competitivos, tecnologia sustentável e investimento em infraestrutura pode acelerar a transição elétrica no país. Contudo, o sucesso dependerá de como essas empresas enfrentarão desafios regulatórios e a desconfiança inicial por parte dos consumidores.

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