Manchas claras no braço e rosto de pessoa com vitiligo refletem a visibilidade da condição na pele. Foto: Freepik
O vitiligo é uma condição de pele em que o organismo perde a capacidade de produzir melanina em certas áreas, formando manchas muito claras e bem demarcadas. Essas manchas surgem porque os melanócitos, células responsáveis pela pigmentação se reduzem ou deixam de funcionar.
No Brasil, estudos apontam que cerca de 0,54% da população convive com vitiligo. Isso significa que mais de um milhão de brasileiros têm a condição, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Para diagnosticar o vitiligo, o médico costuma fazer uma avaliação clínica. Ele observa as manchas claras, analisa seu formato, localização e histórico de evolução. A partir disso, pode usar uma lâmpada especial para identificar melhor as áreas despigmentadas. Em alguns casos, ele recomenda exames complementares para confirmar que se trata mesmo de vitiligo.
A causa do vitiligo ainda não tem uma explicação única. Especialistas relacionam a condição a uma reação do sistema imunológico: o corpo, por engano, ataca os próprios melanócitos. Além disso, há fatores genéticos; muitas pessoas com vitiligo têm parentes com a doença. O estresse, traumas na pele ou contato com certos produtos químicos também podem desencadear ou piorar a despigmentação.
O diagnóstico tem impacto emocional. Muitas pessoas se surpreendem ao descobrir as manchas. Saber que não há cura completa pode gerar angústia. A condição mexe com a autoestima. Ela influencia a forma como a pessoa se enxerga e como acredita que os outros a veem. Questionamentos internos e o estigma social costumam acompanhar o diagnóstico.
Tratamentos existem, mas o cenário nem sempre é fácil. De acordo com o consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, não há medicação aprovada especificamente para o vitiligo (“on-label”) no Brasil. A abordagem terapêutica inclui vários caminhos, dependendo do tipo e da extensão das manchas.
Para casos mais localizados, os médicos indicam cremes tópicos, como corticosteroides ou inibidores de calcineurina, para tentar reduzir a inflamação e estimular a repigmentação. Quando a doença se espalha por regiões maiores do corpo, costuma-se usar a fototerapia com luz ultravioleta B de banda estreita (UVBNB). Segundo especialistas, para conseguir uma resposta visível, é preciso fazer sessões por pelo menos seis meses e, em muitos casos, até um ano.
Em certos quadros estáveis, quando as manchas pararam de progredir, os médicos podem propor tratamento cirúrgico. Eles transplantam melanócitos saudáveis de uma região da pele para outra. Esse tipo de intervenção, no entanto, exige infraestrutura, equipe especializada e um paciente disposto a se comprometer com o processo.
As dificuldades para tratar o vitiligo no Brasil vão além dos fatores médicos. Muitas pessoas não têm acesso à fototerapia por morarem longe de centros dermatológicos ou por não conseguirem arcar com os custos das sessões. Além disso, a jornada emocional, lidar com a mudança no tom da pele, as expectativas sobre repigmentação e a convivência social se mostra tão pesada quanto o próprio tratamento.
Especialistas também destacam a urgência de considerar o impacto psicológico do vitiligo no cuidado. Há relatos de pacientes que desenvolvem isolamento social, ansiedade ou baixa autoestima por causa das manchas. Estudos recentes reforçam que o manejo da doença deve combinar terapia clínica e apoio psicológico para promover o bem-estar da pessoa.
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