Nova técnica analisa amostra de fezes para detectar câncer colorretal de forma simples e indolor. Foto: Reprodução/IA
Cientistas da Universidade de Genebra anunciaram o desenvolvimento de um teste de fezes capaz de detectar câncer colorretal com cerca de 90% de precisão, um avanço que promete transformar o rastreamento da doença.
O método recorre à inteligência artificial para analisar a microbiota intestinal presente nas amostras fecais. Ao identificar padrões microbianos associados ao câncer, o teste alcançou um índice de acerto muito próximo ao de exames tradicionais.
Diferente da colonoscopia, exame considerado padrão para rastreamento e diagnóstico, esse novo teste dispensa a preparação invasiva e o desconforto associados à colonoscopia. Em vez de inserir um tubo pelo intestino, a pessoa só precisa coletar uma amostra de fezes e enviá-la para análise.
Esse formato mais simples e acessível pode aumentar significativamente a adesão ao rastreamento. Muitos evitam a colonoscopia por medo, desconforto ou por ser um procedimento mais caro. Com o teste de fezes, pessoas que antes negligenciavam o rastreamento podem optar por uma alternativa menos invasiva.
Pesquisas anteriores já demonstravam que os exames de DNA de fezes (sDNA) oferecem boa sensibilidade para detectar câncer colorretal. Uma meta-análise com quase 40 mil pessoas apontou sensibilidade de cerca de 83% e especificidade acima de 90%. No entanto, esses exames embora eficazes para identificar câncer, mostram desempenho inferior ao da colonoscopia na detecção de lesões pré-cancerosas, como pólipos.
Com o avanço da inteligência artificial e uma análise mais sofisticada da microbiota intestinal, o novo teste da Universidade de Genebra supera parte dessas limitações. Os pesquisadores relatam que o índice de detecção do câncer se aproxima dos melhores resultados obtidos pela colonoscopia. Mesmo com esse desempenho promissor, especialistas alertam que um resultado positivo num teste de fezes deve ser confirmado por colonoscopia, procedimento que permite visualizar diretamente o intestino e realizar biópsias ou remoção de lesões.
A adoção de um exame simples como esse poderia representar grande avanço na prevenção do câncer colorretal. Ao reduzir barreiras como medo, desconforto, tempo e custo, o teste de fezes pode levar mais pessoas a fazerem o rastreamento regularmente. Além disso, a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir mortalidade. Hoje, muitos casos de câncer colorretal só são identificados em estágios avançados, quando o tratamento torna-se mais complexo e menos eficaz.
A revolução desse novo método reside justamente na combinação de tecnologia acessível com desempenho de alto nível. Ele oferece a possibilidade de democratizar o rastreamento e alcançar populações que costumam adiar ou evitar exames invasivos.
Para médicos e autoridades de saúde, essa inovação representa uma oportunidade de ampliar programas de prevenção e diagnóstico. Hospitais, clínicas e sistemas públicos podem adotar o teste como porta de entrada para rastreamento, encaminhando para colonoscopia apenas os casos positivos.
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