Profissional de saúde aplica vacina em criança para prevenir meningite, principal medida de proteção. Foto: Freepik
A meningite é uma doença que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, conhecidas como meninges. No Brasil, a doença aparece ao longo de todo o ano e segue classificada como endêmica, segundo o Ministério da Saúde. A presença constante de casos reforça a necessidade de informação clara sobre sinais, transmissão e prevenção.
A transmissão da meningite ocorre, na maioria das vezes, por meio de gotículas respiratórias. O contágio pode acontecer quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou compartilha objetos que entram em contato com a saliva. Em alguns casos, dependendo do agente causador, o contágio pode ocorrer pela via fecal-oral ou pelo uso compartilhado de itens pessoais.
Os sintomas da meningite chamam atenção pela intensidade. A pessoa pode apresentar febre alta, dor de cabeça forte, vômitos, rigidez na nuca e sensibilidade à luz. Em algumas situações, surgem confusão mental ou convulsões. Quando o paciente é um bebê, os sinais costumam ser mais sutis, com irritação, sonolência, choro persistente e, em alguns casos, inchaço na fontanela, a moleira.
O diagnóstico depende de exames laboratoriais. O mais importante é a análise do líquido cefalorraquidiano, obtido por punção lombar. Essa avaliação identifica o agente causador e orienta o tratamento. Outros exames podem complementar a investigação, como testes de sangue e imagem, conforme necessidade médica.
O tratamento varia de acordo com a causa. Nas meningites bacterianas, consideradas mais graves, o atendimento deve ser imediato. Os médicos usam antibióticos por via endovenosa e o paciente costuma ser internado para cuidados de suporte. Quando a meningite é viral, o quadro tende a ser mais leve e, em muitos casos, melhora espontaneamente com medicamentos para aliviar os sintomas. Há situações em que o médico pode indicar antivirais. Já as meningites fúngicas, mais raras, exigem tratamento mais longo.
A prevenção segue como a medida mais eficaz. O Programa Nacional de Imunizações oferece vacinas importantes para evitar alguns dos tipos mais frequentes de meningite. Entre elas, estão as meningocócicas C e ACWY. Essas vacinas compõem o calendário infantil, mas também estão disponíveis para outros grupos conforme orientação das autoridades de saúde.
Além das vacinas, medidas simples ajudam a reduzir o risco de contágio. Lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados e evitar o compartilhamento de copos, talheres e escovas de dente são ações que diminuem a circulação de agentes causadores. Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar também reduz a chance de transmissão, especialmente em locais fechados.
Relatórios epidemiológicos do Ministério da Saúde mostram que muitos casos seguem classificados como de causa não especificada. Esse cenário indica desafios na investigação e reforça a importância da vigilância contínua. A letalidade pode variar de acordo com o agente envolvido. Estudos recentes apontam que os casos bacterianos tendem a apresentar evolução mais rápida, principalmente quando o atendimento não ocorre logo nos primeiros sinais.
As meningites também apresentam variações sazonais. As formas bacterianas aparecem com mais frequência no outono e inverno, enquanto as virais costumam aumentar durante a primavera e o verão. As autoridades de saúde reforçam que manter a carteira de vacinação em dia continua sendo a principal forma de proteção, especialmente para crianças, adolescentes e pessoas com condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade.
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