Vacine-se, o alarme global do HPV. Imagem de Freepik
Um estudo chocante realizado nos Estados Unidos, com mais de 21 mil participantes, jogou luz sobre uma realidade preocupante: cerca de um terço dos adultos nunca ouviu falar do Papilomavírus Humano (HPV), e quase 40% desconhece a existência de uma vacina preventiva. Esse vírus, responsável por aproximadamente 48 mil novos casos de câncer anualmente no país, incluindo tumores no colo do útero, boca e garganta, se espalha silenciosamente, muitas vezes sem sintomas perceptíveis. A falta de conscientização perpetua um ciclo de infecções evitáveis que poderiam ser interrompidas com informação e ação imediata.
Nos EUA, onde a vacinação contra HPV está disponível há anos, as taxas de cobertura vacinal ainda patinam em níveis alarmantes, especialmente em regiões rurais e de baixa renda, coincidentemente, as mesmas com maior incidência de cânceres relacionados ao vírus. Dados do CDC indicam que mais de 42 milhões de americanos carregam strains capazes de causar doenças graves, com 13 milhões de novas infecções por ano. Entre jovens de 14 a 19 anos, a prevalência chega a 45,5%, subindo para 62,8% entre 20 e 24 anos.
Essa bomba-relógio demográfica exige respostas urgentes.
O problema vai além das fronteiras. No Brasil, o HPV responde por 90% dos casos de câncer de colo do útero, com estimativas de mais de 23 mil novos diagnósticos de cânceres relacionados em 2024, incluindo 17 mil apenas no colo do útero. Regiões como o Norte apresentam incidência e mortalidade quase duas vezes maiores que o Sudeste, mesmo com o país realizando 12 milhões de exames de Papanicolau por ano, cobrindo cerca de 80% da população-alvo.
Mulheres entre 15 e 25 anos são as mais vulneráveis, mas os homens também enfrentam riscos crescentes, especialmente com o avanço dos cânceres orofaríngeos relacionados ao vírus.
Globalmente, a cobertura vacinal contra o HPV é desanimadora: apenas 27% das meninas recebem a primeira dose, e somente 20% completam a série. Entre meninos, os números são ainda menores, 7% e 6%, respectivamente. Países em desenvolvimento enfrentam barreiras culturais, desinformação e desafios de acesso.
No Brasil, a vacina contra HPV, gratuita no SUS para adolescentes de 9 a 14 anos, previne infecções pelos tipos mais perigosos, incluindo HPV-16 e 18, responsáveis por 68,2% dos cânceres cervicais invasivos no país.
Especialistas reforçam: vacinar antes da exposição sexual é fundamental. A imunização na pré-adolescência protege contra os principais tipos oncogênicos do HPV.
Nos EUA, apesar de 77% dos adolescentes iniciarem a vacinação, muitos não completam o esquema, o que reduz a proteção. No Brasil, campanhas educativas em escolas e postos de saúde poderiam dobrar a adesão, mas a desinformação ainda domina debates, com mitos sobre infertilidade ou a falsa ideia de que a vacina seria “apenas para meninas”.
A hesitação vacinal, alimentada por fake news, custa vidas. Estudos revelam que maior alfabetização em saúde aumenta em 13% as chances de vacinação. Governos precisam investir em campanhas que desmontem mitos, usando redes sociais e influenciadores para dialogar com jovens, o grupo mais vulnerável.
A ignorância não é acaso. Em pesquisas recentes, apenas 44,9% das pessoas sabiam da existência da vacina contra HPV, com mulheres demonstrando maior nível de informação que homens. No Brasil, as desigualdades regionais aprofundam o problema: o Norte, com acesso precário a serviços de saúde, registra índices alarmantes.
As soluções passam por políticas multifacetadas: educação contínua nas escolas, integração da vacina às rotinas de saúde, campanhas permanentes e monitoramento via aplicativos de saúde.
Imagine uma geração protegida, com cânceres evitáveis tornando-se raridade. Países como a Austrália já colhem resultados expressivos, com quedas significativas em lesões pré-cancerosas após campanhas de vacinação em massa.
O Brasil, líder em incidência de HPV, não pode ficar para trás.
Essas medidas salvam vidas e fortalecem todo o sistema de saúde. O risco silencioso do HPV só será vencido com ação conjunta entre sociedade, especialistas e poder público.
Fique atento: converse com seu médico, vacine-se e proteja quem você ama. O futuro da saúde pública depende disso, agora.
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