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Herpes zóster: como reduzir o risco da doença que cresce após os 50 anos

Doença causada pela reativação do vírus da catapora afeta principalmente pessoas acima dos 50 anos e pode deixar dores persistentes.

Pollyana Leite

03 de dezembro de 2025 às 23:15   - Atualizado às 23:18

Lesões do herpes zóster costumam surgir em faixa pelo corpo e geram dor intensa durante o processo inflamatório

Lesões do herpes zóster costumam surgir em faixa pelo corpo e geram dor intensa durante o processo inflamatório Foto: Freepik

O herpes zóster aparece quando o vírus da catapora, que permanece “adormecido” no corpo após a infecção, volta a se manifestar anos depois. A reativação costuma acontecer quando o sistema imunológico perde força, situação comum com o avanço da idade ou em momentos de estresse intenso, doenças crônicas ou tratamentos que afetam a imunidade. Médicos observam que pessoas acima dos 50 anos formam o grupo mais vulnerável, mas adultos mais jovens também podem ter a condição.

A doença se manifesta com dor localizada, seguida do surgimento de bolhas agrupadas em uma faixa do corpo. Esse incômodo pode permanecer por semanas e, em alguns casos, deixar sequelas duradouras, como a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente mesmo após o fim das lesões. Por isso, profissionais de saúde recomendam que as pessoas conheçam as formas de prevenção, principalmente aquelas que já passaram da meia-idade.

A vacinação se mantém como a principal forma de reduzir o risco de herpes zóster. O imunizante específico para adultos amadureceu nos últimos anos e demonstrou proteção relevante, principalmente entre idosos. Especialistas orientam que quem já teve catapora, situação comum na infância, procure informações sobre a vacina, já que o vírus permanece de forma latente no organismo ao longo da vida. Em muitos países, médicos indicam o imunizante para pessoas a partir dos 50 anos e para adultos com condições que baixam a imunidade. Em locais onde ele está disponível no sistema público ou privado, a recomendação segue essa mesma faixa etária.

Outro ponto importante envolve o cuidado com a imunidade. Hábitos simples, como alimentação equilibrada, hidratação adequada, sono regular e prática de atividade física, ajudam o corpo a manter uma resposta mais eficiente contra infecções. Quando a imunidade cai, o organismo perde parte da capacidade de manter o vírus inativo, aumentando o risco de reativação. As pessoas que vivem sob estresse contínuo também merecem atenção, já que o desgaste emocional influencia diretamente o sistema de defesa.

Doenças crônicas, como diabetes e doenças pulmonares, exigem acompanhamento regular, porque o descontrole desses quadros pode facilitar a ocorrência de herpes zóster. Profissionais de saúde reforçam que manter os tratamentos em dia, fazer exames periódicos e seguir orientações médicas diminuem o impacto dessas condições na imunidade. Quem usa medicamentos que reduzem a resposta do sistema imunológico, como alguns utilizados no tratamento de câncer ou doenças autoimunes, precisa conversar com o médico para avaliar o risco individual.

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A identificação rápida dos primeiros sinais também faz diferença. Dor intensa e sensação de ardor antes das lesões aparecem com frequência. Procurar atendimento no início ajuda a reduzir a intensidade dos sintomas e diminui a chance de sequelas, já que o tratamento funciona melhor quando iniciado nas primeiras 72 horas.

A convivência com pessoas com herpes zóster exige cuidados simples. O vírus não se transmite da mesma forma que a gripe, mas o contato direto com as bolhas pode transmitir a catapora para quem nunca teve contato com o vírus. Por isso, cobrir as lesões e manter higiene adequada ajuda a evitar novas infecções em pessoas suscetíveis.

O herpes zóster não se resume a uma doença do envelhecimento; ele funciona como um alerta sobre a importância da saúde imunológica. A adoção de medidas preventivas, aliada à informação de qualidade, se torna uma ferramenta essencial para quem deseja chegar à maturidade com mais segurança. Cuidar da imunidade, manter o esquema vacinal atualizado e observar mudanças no corpo são atitudes que fortalecem a prevenção e reduzem impactos a longo prazo.

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