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Ferritina baixa e melasma: qual é a relação e como isso afeta sua pele

Baixa ferritina aparece com mais frequência em pessoas com melasma, segundo estudos, e pode influenciar a intensidade das manchas.

Pollyana Leite

04 de dezembro de 2025 às 09:02   - Atualizado às 09:04

Manchas de melasma podem aparecer com mais intensidade em pessoas com ferritina baixa.

Manchas de melasma podem aparecer com mais intensidade em pessoas com ferritina baixa. Foto: Reprodução/IA

Pesquisadores têm observado uma possível ligação entre ferritina baixa e melasma, condição que provoca manchas escuras principalmente no rosto. A relação ainda não está totalmente esclarecida, mas estudos recentes mostram que muitas pessoas com melasma apresentam estoques reduzidos de ferro no organismo. Como a ferritina é o marcador que indica esse armazenamento, ela entrou no centro das discussões sobre o tema.

O melasma afeta principalmente mulheres, especialmente na fase adulta. Ele aparece com mais frequência nas bochechas, testa, nariz e buço. A condição tende a se intensificar com exposição ao sol, alterações hormonais e predisposição genética. Dermatologistas explicam que o melasma surge quando a pele produz mais melanina em determinadas áreas, formando manchas que podem variar de tonalidade e extensão.

A ferritina funciona como uma espécie de depósito de ferro no organismo. Quando seus níveis estão baixos, isso indica que o corpo tem pouco ferro disponível. A deficiência pode ocorrer por motivos como dieta insuficiente, perdas sanguíneas ou problemas que dificultam a absorção do ferro. Como o mineral participa de processos essenciais, sua falta pode provocar cansaço, queda de cabelo, palidez e alterações que afetam a saúde da pele.

Nos últimos anos, pesquisadores decidiram investigar se a ferritina baixa poderia influenciar diretamente o comportamento do melasma. Alguns estudos compararam mulheres com melasma a mulheres sem a condição. Em diversas análises, os níveis de ferritina e ferro sérico eram significativamente menores no grupo com melasma. Em alguns casos, quanto mais baixos estavam esses marcadores, mais intensas pareciam as manchas.

Além disso, os estudos mostraram um dado que chamou atenção: o TIBC, exame que avalia a capacidade total de ligação do ferro, aparecia mais alto entre as pessoas com melasma. O TIBC indica quanto a transferrina, proteína que transporta ferro no sangue consegue carregar desse mineral. Quando o TIBC está elevado, isso geralmente aponta para deficiência de ferro, porque o organismo aumenta a produção dessa proteína para tentar captar mais ferro circulante. Já valores baixos tendem a surgir quando o corpo tem ferro em excesso ou quando a produção de transferrina está reduzida. Nos estudos que analisaram pacientes com melasma, o TIBC mais alto reforça a presença de estoques reduzidos de ferro, já que esse exame costuma subir quando a ferritina está baixa.

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Embora esses achados tenham chamado a atenção, nem todas as pesquisas apresentaram o mesmo padrão. Alguns estudos não encontraram diferenças relevantes nos níveis de ferritina entre pessoas com e sem melasma. Outros mostraram que muitos pacientes estavam dentro da faixa considerada normal para ferro e hemoglobina. Por isso, ainda não existe consenso na comunidade científica sobre uma relação direta de causa e efeito.

Dermatologistas afirmam que o organismo pode reagir de maneiras diferentes à falta de ferro. Como o ferro participa de processos celulares essenciais, sua deficiência pode alterar o funcionamento normal da pele. Isso abre espaço para hipóteses que buscam explicar o motivo de a ferritina baixa aparecer com mais frequência em pacientes com melasma, mas ainda faltam estudos que detalhem o mecanismo exato dessa associação.

Pessoas que convivem com o melasma relatam que as manchas mudam de intensidade ao longo do tempo. Alguns notam piora em períodos de estresse, variações hormonais ou após maior exposição ao sol. Com as pesquisas recentes, cresce o interesse em investigar o perfil de ferro de quem apresenta a condição. Apesar disso, médicos lembram que a avaliação deve ser individual, com exames e acompanhamento profissional, já que nem todos os casos estão ligados à ferritina baixa.

A investigação da ferritina pode ajudar a compreender melhor cada quadro e orientar possíveis ajustes alimentares ou terapias complementares quando necessário. Mesmo assim, especialistas reforçam que a fotoproteção diária continua sendo o cuidado mais importante para quem tem melasma, independentemente do nível de ferro.

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