Cartela de comprimidos ao lado de um teste de gravidez, imagem que reflete casos de gestação durante o uso de medicamentos de emagrecimento. Foto: Freepik
O uso de medicamentos para emagrecer, especialmente os que atuam como análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, tem crescido entre mulheres em idade fértil. Recentemente, surgiram relatos de muitas que engravidaram mesmo enquanto usavam esses remédios e, em alguns casos, mesmo fazendo uso de anticoncepcionais orais. A combinação de fatores biológicos e farmacológicos pode explicar esse fenômeno.
Uma primeira explicação aceita por especialistas envolve a própria perda de peso. Mulheres com sobrepeso ou obesidade costumam enfrentar dificuldade para engravidar. Isso ocorre porque o excesso de peso pode interferir no ciclo menstrual, na ovulação e na regulação hormonal.
Quando uma pessoa emagrece mesmo que modestamente, seu corpo pode voltar a funcionar de forma mais regular. Isso inclui a retomada da ovulação e da fertilidade. Para mulheres que antes tinham poucas chances de conceber, a recuperação da fertilidade surge como algo inesperado. Ou seja: o que muitas chamam de “efeito colateral” do remédio pode, na verdade, ser o corpo reagindo positivamente à perda de peso, restaurando funções reprodutivas comprometidas.
Médicos indicam que, em casos de obesidade ou problemas hormonais, essa mudança pode aumentar sensivelmente as chances de gravidez. Outro fator que pode contribuir surge da forma como esses medicamentos para emagrecer atuam no corpo. GLP-1, a substância ativa de Ozempic, Wegovy e similares, altera a digestão: ela desacelera o esvaziamento do estômago e reduz o apetite.
Esse efeito digestivo pode interferir na absorção de pílulas anticoncepcionais. Quando o organismo demora mais para digerir ou elimina parte do conteúdo via vômito ou diarreia, efeitos relatados por mulheres que usam esses remédios , a pílula pode não ser absorvida de maneira eficiente. Isso diminui sua eficácia e deixa o corpo vulnerável a uma gravidez não planejada.
Recentes alertas de autoridades de saúde reforçam esse risco. A agência reguladora do Reino Unido, MHRA, pediu que mulheres que usam medicações como Ozempic, Wegovy e Mounjaro adotem métodos contraceptivos eficazes e evitem depender exclusivamente da pílula. Isso vale especialmente durante o uso ativo do medicamento e por até dois meses após a interrupção.
Além disso, há indicações de que a prática de emagrecimento via medicamentos está sendo adotada em mulheres que buscam mudança estética, sem acompanhamento médico ou planejamento. Esse uso indiscriminado e sem orientação pode aumentar o risco de gravidez inesperada, especialmente se a mulher ignora os avisos de segurança sobre fertilidade e concepção.
As histórias compartilhadas nas redes sociais refletem essa realidade. Muitas mulheres relatam terem engravidado mesmo quando acreditavam estar protegidas ou até mesmo após anos de dificuldade para conceber. Esses relatos chamaram a atenção da comunidade médica e de especialistas em saúde reprodutiva.
Para profissionais da saúde, o aumento nas concepções em mulheres que usam remédios para emagrecer indica a necessidade de orientação clara e discussão sobre riscos. Eles ressaltam que esses medicamentos não foram estudados suficientemente para uso durante a gravidez. Em casos de concepção, recomendam a suspensão imediata do remédio e acompanhamento médico próximo.
Enquanto os dados sobre segurança durante a gestação continuam limitados, mulheres em idade fértil que usem ou considerem usar esses remédios devem receber orientação completa sobre métodos contraceptivos confiáveis e estar cientes de que a perda de peso pode representar o retorno da fertilidade.
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