Raízes frescas de cúrcuma e gengibre, especiarias com potencial para apoiar o controle do peso. Foto: Freepik
Em meio ao crescente interesse por estratégias naturais para o emagrecimento, a cúrcuma e o gengibre ganham destaque como possíveis aliados no controle do peso. Pesquisas recentes apontam benefícios concretos dessas especiarias quando incluídas na dieta, embora os efeitos não sejam milagrosos e devam ser acompanhados de práticas saudáveis, como alimentação equilibrada e atividade física.
A cúrcuma, conhecida popularmente como açafrão-da-terra, tem como composto ativo a curcumina, molécula estudada por sua ação anti-inflamatória e metabólica. Uma meta-análise de 60 ensaios clínicos randomizados mostrou que suplementar com curcumina ou cúrcuma levou a reduções expressivas no peso corporal, no índice de massa corporal (IMC), na circunferência da cintura e no percentual de gordura.
Além disso, essa mesma revisão científica encontrou que a suplementação com curcumina diminui os níveis de leptina (hormônio ligado ao armazenamento de gordura) e aumenta a adiponectina, substância que favorece a queima de gordura.
Porém, nem todos os estudos apresentaram resultados iguais. Uma revisão que incluiu oito ensaios clínicos mostrou que as formas mais simples de curcumina (menos biodisponíveis) e intervenções de curta duração tendem a ter impacto menor. Isso indica que a eficácia pode depender não só da dose, mas também de como a curcumina é formulada e absorvida pelo organismo.
Do lado do gengibre (Zingiber officinale), a evidência também chama atenção. Uma meta-análise com 14 estudos clínicos envolvendo pessoas com sobrepeso ou obesidade apontou que o consumo regular de gengibre reduziu o peso corporal, a relação cintura-quadril e a glicemia de jejum.
Uma revisão mais ampla, que considerou estudos em animais, in vitro e humanos, identificou possíveis mecanismos para essa ação do gengibre: ele pode aumentar a termogênese (a produção de calor pelo corpo), estimular a quebra de gordura (lipólise), reduzir a formação de novas células de gordura (lipogênese), inibir a absorção intestinal de gordura e até moderar o apetite.
Ainda que os resultados sejam promissores, é importante destacar que os estudos sobre metabolismo energético envolvendo cúrcuma, gengibre e outras especiarias mostram ainda limitações de dose, tempo de uso e formulas. Ou seja, apesar das evidências, cientistas pedem mais pesquisas para definir com precisão como usar essas especiarias de maneira eficiente e segura.
Além dos possíveis ganhos no controle de peso, cúrcuma e gengibre compartilham outras qualidades favoráveis à saúde. De acordo com fontes de saúde integrativa, essas especiarias atuam como anti-inflamatórios naturais, fortalecem o sistema imunológico e ajudam na digestão. No caso da cúrcuma, a curcumina pode estimular a produção de bile, contribuindo para a digestão de gorduras. Já o gengibre é conhecido por aliviar náuseas e desconfortos estomacais, reforçando seu papel como planta funcional no cotidiano.
Especialistas em nutrição ressaltam, contudo, que o consumo de cúrcuma e gengibre não substitui hábitos saudáveis. Segundo reportagens sobre metabolismo, essas especiarias ajudam, mas não são soluções mágicas: é essencial manter uma dieta equilibrada, hidratação adequada e prática regular de exercícios.
Também há cuidados importantes. Por exemplo, o corpo absorve mal a curcumina quando ingerida simplesmente como tempero. A presença de pimenta-do-reino, que contém piperina, pode aumentar bastante a absorção da curcumina, segundo algumas fontes de saúde. E no caso de suplementos, o uso em doses elevadas deve ser acompanhado por profissionais, porque pode haver risco de interação com medicamentos.
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