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Dificuldade para enxergar de perto após os 40: causas e novidades em tratamentos

A presbiopia afeta milhões de pessoas; colírios, lentes e cirurgias oferecem soluções atuais.

Pollyana Leite

16 de novembro de 2025 às 16:30

Óculos sobre um livro aberto, simbolizando a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos.

Óculos sobre um livro aberto, simbolizando a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos. Foto: Freepik

Aos 40 anos, muitas pessoas percebem que ler um livro, consultar o celular ou costurar se torna mais difícil. Essa dificuldade tem nome: presbiopia. O problema acontece porque o cristalino, a lente interna do olho responsável por focar objetos a diferentes distâncias, perde elasticidade com o tempo. Com isso, a visão de perto fica borrada, e as tarefas do dia a dia exigem esforço maior dos olhos.

Os sintomas da presbiopia surgem gradualmente. Algumas pessoas notam que precisam afastar textos ou dispositivos eletrônicos para enxergar com clareza. Outras relatam cansaço ocular ou dor de cabeça após períodos prolongados de foco próximo. O diagnóstico é simples e realizado por oftalmologistas durante exames de rotina, que também permitem descartar outras condições oculares.

O tratamento tradicional inclui óculos de leitura, lentes bifocais ou multifocais, que ajudam a compensar a dificuldade do cristalino em focar objetos próximos. Lentes de contato multifocais também oferecem alternativa, corrigindo visão de perto e de longe ao mesmo tempo.

Nos últimos anos, a medicina ocular apresentou avanços que vão além das lentes. Procedimentos cirúrgicos, como a implantação de lentes intraoculares multifocais ou cirurgia a laser personalizada, ajudam a reduzir a dependência de óculos. Esses métodos ajustam a visão de perto de forma mais permanente e são indicados conforme cada caso.

Uma novidade promissora vem dos Estados Unidos: um colírio que promete melhorar a visão de perto sem o uso de lentes. Ele age contraindo a pupila, o mesmo efeito natural que ocorre em ambientes muito iluminados, quando conseguimos enxergar objetos próximos com mais nitidez. Pesquisas mostram que esse colírio pode trazer alívio temporário para a presbiopia, oferecendo uma alternativa não invasiva, embora ainda seja necessário acompanhamento médico para avaliar segurança e eficácia em longo prazo.

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Além de tratamentos, especialistas recomendam hábitos que protejam a visão. Descansar os olhos, controlar a iluminação ao ler ou usar dispositivos eletrônicos e realizar exames regulares ajuda a manter a saúde ocular e detectar precocemente problemas como catarata ou glaucoma. A combinação de cuidados preventivos, lentes adequadas, cirurgias quando indicadas e colírios inovadores oferece mais qualidade de vida para quem enfrenta a presbiopia.

A presbiopia não impede atividades diárias, mas exige atenção aos sinais de cansaço ocular e ajustes nos hábitos visuais. Com opções tradicionais e novas soluções em estudo, é possível manter a visão funcional e reduzir o desconforto ao focar de perto.

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