Diabetes chega a 589 milhões de pessoas no mundo em 2025. Foto: Divulgação
A epidemia global de diabetes se consolida como um dos maiores desafios da saúde pública em 2025. Segundo dados recentes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de 589 milhões de adultos vivem com essa doença, número que pode chegar a 853 milhões até 2050 se medidas efetivas de prevenção não forem adotadas. No Brasil, a situação também é alarmante: o país ocupa o sexto lugar mundial com cerca de 16,8 milhões de pessoas diagnosticadas e registra um crescimento constante, o que mobiliza especialistas a alertarem para a importância do diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida.
Diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da glicemia, resultado da produção insuficiente de insulina pelo pâncreas ou da resistência do corpo a esse hormônio, que regula a entrada do açúcar nas células para geração de energia. A falta de controle da glicose no sangue pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, problemas renais, danos nos olhos e até amputações.
Existem dois tipos principais de diabetes:
Tipo 1: ocorre geralmente na infância ou adolescência, quando o sistema imunológico destrói as células que produzem insulina. Exige o uso contínuo de insulina para controle.
Tipo 2: mais comum, aparece principalmente em adultos e está relacionado ao excesso de peso, dieta desequilibrada e sedentarismo. Pode ser controlado com mudanças no estilo de vida e medicamentos.
Além desses, existe ainda o diabetes gestacional, diagnosticado durante a gravidez, que requer cuidados especiais para proteger mãe e bebê.
Um grande desafio no combate ao diabetes é que muitos pacientes não apresentam sintomas claros nos estágios iniciais. Entre os sinais mais comuns estão:
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 50% das pessoas diagnosticadas no país desconheciam a condição até apresentarem complicações mais graves. É fundamental realizar exames regulares, especialmente a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, para identificar a doença precocemente e iniciar o tratamento adequado.
O Brasil enfrenta o sexto maior número de casos de diabetes no mundo, com mais de 16,8 milhões de adultos afetados. Esse crescimento está relacionado diretamente ao aumento da obesidade, mudanças alimentares, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo, problemas típicos do estilo de vida urbano atual.
Novos estudos, como o conduzido pelo ELSA-Brasil, reforçam o alerta para os riscos da doença: além do diabetes em si, as complicações associadas afetam a qualidade de vida e elevam os custos de saúde pública. Sete em cada dez pessoas com diabetes estão em idade produtiva, e questões como ansiedade, depressão e burnout relacionados à doença têm se mostrado frequentes.
Especialistas são unânimes em destacar que a prevenção é a melhor estratégia para conter a epidemia. Entre as recomendações estão:
Em termos de políticas públicas, o Brasil tem avançado na oferta gratuita de insulinas e medicamentos pelo SUS, porém ainda carece de programas nacionais mais robustos para rastreio e acompanhamento continuado dos pacientes.
Pesquisas recentes trouxeram inovações importantes para o diagnóstico e manejo do diabetes. Ferramentas como a calculadora de risco para 10 anos e testes que avaliam a glicose em 1 hora durante o teste oral de tolerância mostram-se mais precisas para identificar pessoas com alto risco, possibilitando intervenções precoces.
Além disso, novas classes de medicamentos e tecnologias de monitoramento contínuo da glicose têm transformado o tratamento, promovendo melhor qualidade de vida aos pacientes.
O diabetes é uma doença que exige atenção constante de toda a sociedade. Diagnóstico precoce, prevenção e acompanhamento são essenciais para evitar que o problema evolua para quadros mais graves e comprometam a vida das pessoas. A epidemia global de diabetes precisa ser encarada como prioridade para garantir saúde, bem-estar e produtividade para as futuras gerações.
3
05:49, 13 Fev
24
°c
Fonte: OpenWeather
Tribunal entende que laboratório não teve responsabilidade pelo procedimento médico realizado após resultado positivo no teste de gravidez.
O tema ganhou atenção especial entre os brasileiros, e as buscas pela doença no Google dispararam.
De acordo com informações preliminares, o gestor do município foi socorrido às pressas e encaminhado para um hospital e tem estado de saúde considerado grave.
mais notícias
+