Cães e gatos sofrem com o barulho dos fogos de artifício e precisam de um ambiente seguro durante as festas de fim de ano Foto: Freepik
O barulho dos fogos de artifício faz parte das festas de fim de ano em muitas cidades brasileiras. Para os animais, no entanto, os estampidos altos e imprevisíveis representam uma fonte intensa de medo e estresse. Cães, gatos e até aves domésticas possuem audição mais sensível que a humana e reagem de forma mais intensa aos ruídos. Tutores relatam tremores, tentativas de fuga, vocalizações excessivas e mudanças de comportamento durante esse período.
Veterinários e entidades de proteção animal alertam que o problema não se resume ao incômodo momentâneo. O som alto pode causar crises de ansiedade, acidentes domésticos e até problemas de saúde em animais mais sensíveis, como filhotes, idosos ou aqueles que já apresentam doenças cardíacas. Por isso, o cuidado preventivo faz diferença durante as festas de Natal e Ano-Novo.
Uma das medidas mais recomendadas envolve preparar um ambiente seguro dentro de casa. O tutor pode escolher um cômodo mais silencioso, afastado de portas e janelas, e transformá-lo em um refúgio para o animal. Esse espaço deve conter água, caminha, brinquedos e objetos com cheiro familiar. O contato com itens conhecidos ajuda o animal a se sentir mais protegido em momentos de tensão.
O controle do som ambiente também reduz o impacto dos fogos. O tutor pode ligar a televisão, o rádio ou uma música em volume moderado para abafar os ruídos externos. Essa prática não elimina completamente o barulho, mas diminui o contraste entre o silêncio e os estampidos, o que costuma aliviar a reação de medo. Fechar portas, janelas e cortinas também contribui para reduzir a intensidade do som.
A presença do tutor durante os momentos de maior barulho oferece conforto emocional. O animal tende a se sentir mais seguro quando percebe que não está sozinho. O contato deve ocorrer de forma calma, sem reforçar o medo. Carinho suave e tom de voz tranquilo ajudam a transmitir segurança. Especialistas orientam que o tutor evite demonstrar nervosismo, pois os animais percebem mudanças de comportamento humano.
Alguns tutores optam por antecipar passeios e alimentação, principalmente no caso dos cães. Realizar essas atividades antes do início dos fogos diminui a necessidade de sair de casa durante os horários mais críticos. O uso de coleiras com identificação atualizada também se mostra importante, já que fugas podem acontecer mesmo em ambientes conhecidos.
Em casos de animais que apresentam reações mais intensas, o acompanhamento veterinário se torna essencial. O profissional pode avaliar o histórico do animal e orientar sobre alternativas seguras, quando necessário. Qualquer intervenção deve ocorrer apenas com orientação especializada, já que o uso inadequado de substâncias pode colocar a saúde do animal em risco.
Além dos cuidados individuais, cresce no Brasil o debate sobre os impactos dos fogos de artifício com estampido. Diversos municípios já adotaram leis que restringem ou proíbem esse tipo de artefato, priorizando opções com efeitos visuais e menos ruído. A discussão envolve não apenas a proteção dos animais, mas também de idosos, crianças e pessoas com sensibilidade auditiva.
O tema ganha força especialmente no fim do ano, quando as celebrações se intensificam. Proteger os animais do barulho dos fogos exige atenção, planejamento e atitudes simples, baseadas no respeito às necessidades de cada espécie. O cuidado durante as festas reforça a responsabilidade dos tutores e contribui para um ambiente mais seguro e acolhedor dentro de casa.
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