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Câncer de Pâncreas: 7 sinais silenciosos que podem salvar vidas

A doença mata em 5 anos, mas novos tratamentos trazem esperança real.

Joice Gomes

02 de outubro de 2025 às 17:00   - Atualizado em 08 de outubro de 2025 às 18:12

O câncer de pâncreas é um dos tumores mais letais, com taxa de sobrevida de apenas 3% em cinco anos.

O câncer de pâncreas é um dos tumores mais letais, com taxa de sobrevida de apenas 3% em cinco anos. Imagem de Lifestylememory no Freepik

O câncer de pâncreas é um dos tumores mais letais, com taxa de sobrevida de apenas 3% em cinco anos. Muitas vezes chamado de “assassino silencioso”, ele raramente apresenta sintomas claros nos estágios iniciais, o que leva a diagnósticos tardios e opções terapêuticas limitadas. No entanto, avanços recentes em medicina de precisão e novos protocolos quimioterápicos estão mudando esse cenário, oferecendo novas esperanças para pacientes em todo o mundo.

Sintomas que ninguém pode ignorar

A detecção precoce é a chave para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido. Embora o câncer de pâncreas não apresente sinais evidentes no início, alguns sintomas devem acender o alerta:

  • Dor abdominal persistente, especialmente na parte superior, que pode irradiar para as costas;
  • Perda de peso inexplicada, mesmo sem mudanças na dieta ou atividade física;
  • Icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos, muitas vezes acompanhada de urina escura e fezes claras;
  • Náuseas e vômitos frequentes, especialmente se associados a dificuldade para digerir alimentos;
  • Coceira intensa na pele, causada pelo acúmulo de bilirrubina;
  • Desenvolvimento repentino de diabetes, sem histórico prévio ou fatores de risco;
  • Fadiga extrema e fraqueza, que não melhora com descanso.

Esses sinais, isolados ou combinados, devem ser avaliados por um médico imediatamente, especialmente em pessoas com histórico familiar da doença ou outros fatores de risco.

Por que o diagnóstico é tão difícil?

O pâncreas está localizado profundamente no abdômen, atrás do estômago, o que dificulta a detecção de tumores por exames físicos de rotina. Além disso, os sintomas iniciais são vagos e comuns a outras condições menos graves, como gastrite ou problemas hepáticos. Por isso, muitos casos só são descobertos quando a doença já está em estágio avançado e metastática.

A ausência de um programa nacional de rastreamento também contribui para o diagnóstico tardio. Apenas pacientes em alto risco, como portadores de mutações genéticas (BRCA1, BRCA2) ou com histórico familiar forte, são incluídos em programas de vigilância com ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

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Prevenção: o que você pode fazer

Embora não seja possível eliminar completamente o risco, há medidas eficazes para reduzi-lo significativamente:

  • Parar de fumar: o tabagismo é responsável por até 25% dos casos;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool, que pode levar à pancreatite crônica, um fator de risco importante;
  • Manter um peso saudável, pois a obesidade está ligada a um aumento no risco;
  • Adotar uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais, e reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas;
  • Controlar o diabetes tipo 2, que tem forte associação com o câncer de pâncreas.

Revolução nos tratamentos: NALIRIFOX e anticorpos biespecíficos

Até recentemente, as opções de tratamento eram limitadas, com protocolos como FOLFIRINOX e gemcitabina + nab-paclitaxel sendo os principais pilares. Em 2025, o Brasil aprovou o irinotecano lipossomal peguilado (Onivyde), uma nova opção em segunda linha para pacientes que não responderam ao tratamento inicial.

A grande novidade, no entanto, é o regime NALIRIFOX, que combina irinotecano lipossomal, 5-fluoruracila, leucovorina e oxaliplatina. Um estudo de fase 3 com 770 pacientes mostrou que esse esquema aumentou a sobrevida global mediana de 9,2 para 11,1 meses em comparação ao padrão atual. A sobrevida livre de progressão também melhorou, passando de 5,6 para 7,4 meses.

Além disso, pesquisas com anticorpos biespecíficos, como o desenvolvido pela Universidade de Tianjin, estão mostrando taxas de resposta de até 30% em pacientes com formas avançadas da doença. Esses medicamentos estimulam o sistema imunológico a atacar células tumorais com base em proteínas específicas, representando um salto na medicina personalizada.

O que esperar do futuro?

A aprovação do Onivyde pela Anvisa em 2025 marca um avanço significativo no acesso a terapias inovadoras no Brasil. A disponibilidade do medicamento está prevista para o segundo semestre de 2025, após definição de preço pela CMED.

Vacinas experimentais e imunoterapias “prontas para uso” também estão em testes clínicos, com resultados promissores na prevenção de recidivas. A medicina de precisão, com base em perfis genéticos do tumor, deve se tornar cada vez mais comum, permitindo tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

Informação salva vidas

O câncer de pâncreas continua sendo um desafio, mas o cenário está mudando rapidamente. Com maior conscientização sobre os sintomas, adoção de hábitos preventivos e acesso a novos tratamentos, é possível transformar uma doença antes considerada incurável em uma condição gerenciável. A detecção precoce, aliada à ciência avançada, é a melhor arma contra o “assassino silencioso”.

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