Xícaras de café preparado de diferentes modos: o filtro de papel reduz substâncias que elevam o colesterol. Foto: Freepik
O modo como você prepara seu café pode influenciar diretamente seus níveis de colesterol. Pesquisas recentes apontam que alguns tipos de café especialmente os feitos sem filtro, concentram dois compostos naturais, o cafestol e o kahweol, que têm o potencial de aumentar o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”.
Cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, mediram a presença desses diterpenos em diferentes métodos de preparo do café. Eles descobriram que cafés feitos em máquinas de escritório, sem filtro adequado, registraram concentrações mais altas de cafestol e kahweol do que os coados tradicionalmente.
Essas substâncias estão naturalmente nos óleos do grão de café. Quando a bebida não passa por um filtro eficiente, como o de papel, os diterpenos chegam mais facilmente ao líquido final.
Um estudo clássico já havia mostrado que, ao ingerir uma fração de óleo de café contendo cafestol e kahweol, voluntários apresentaram elevação significativa nos níveis de colesterol após algumas semanas. Outra pesquisa em laboratório descobriu que o cafestol pode interferir no metabolismo do colesterol por meio de mudanças no fígado, diminuindo a produção de ácidos biliares, substâncias importantes para o controle do colesterol no corpo.
Em ambientes de trabalho, onde muitas vezes se usa café de máquina sem filtro comum em áreas de café corporativas a situação se torna ainda mais preocupante. Num estudo sueco, os resultados mostraram que a concentração de cafestol em cafés fabricados nessas máquinas era muito maior do que em cafés tradicionais filtrados.
Por outro lado, quando o café é preparado com filtro de papel, grande parte dos óleos que contêm cafestol e kahweol fica retida no filtro, reduzindo a quantidade dessas substâncias na bebida. Segundo especialistas, esse tipo de preparo é uma alternativa mais segura para quem se preocupa com os níveis de colesterol.
Outros métodos de preparo também variam bastante. No caso do café fervido (como no método turco), os níveis de diterpenos são elevados justamente por não usar filtro. Métodos como a prensa francesa também podem ter concentrações intermediárias dessas substâncias.
Para pessoas que já têm colesterol alto ou histórico familiar de problemas cardiovasculares, o tipo de café que consome e principalmente como ele é preparado pode fazer diferença. Nutrientes como cafestol e kahweol atuam de forma ativa no corpo e podem elevar o LDL, contribuindo para riscos a longo prazo, se consumidos de forma frequente e contínua.
Além disso, não dá para generalizar que todo café eleva o colesterol. O efeito principal depende muito do método de preparo. Por isso, especialistas recomendam atenção na escolha do filtro, no tipo de cafeteira e até na quantidade diária consumida, especialmente para quem já faz acompanhamento médico por dislipidemia ou outros fatores de risco cardiovascular.
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