Alecrim. Foto: Freepik
A erva conhecida como Rosmarinus officinalis, popularmente chamada de alecrim, ganha destaque como opção natural para o bem-estar. Originária da região mediterrânea, essa planta aromática aparece tanto na culinária quanto no preparo de infusões medicinais.
Na forma de chá ou infusão, o alecrim mostra benefícios para o organismo. Uma das principais vantagens refere-se à digestão: ele pode auxiliar na redução da sensação de estômago cheio, gases e azia, após as refeições. Além disso, a planta apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, o que contribui para a proteção das células contra radicais livres.
Outro efeito observado está ligado ao sistema nervoso: compostos encontrados no alecrim como o 1,8-cineol podem ajudar na memória e na concentração. Estudos preliminares sugerem essa ação estimulante, embora não substituam tratamento médico. A circulação sanguínea também aparece beneficiada. O alecrim estimula a irrigação periférica, favorecendo a circulação e possivelmente contribuindo para o bem-estar das extremidades do corpo.
Mas como todo cuidado se faz necessário, o alecrim não é indicado para todas as pessoas em qualquer situação. Há contraindicações e interações que merecem atenção. Em primeiro lugar, mulheres grávidas devem evitar o consumo concentrado, como chás fortes ou óleos essenciais, porque a planta pode estimular contrações uterinas. Lactantes também devem buscar orientação profissional antes de incluir o alecrim na rotina, já que substâncias da planta podem passar para o leite materno.
Pessoas com hipertensão ou que usam medicamentos como anticoagulantes, diuréticos ou remédios para a pressão arterial devem consultar um médico antes de consumir o chá regularmente. O alecrim pode interagir com esses tratamentos e alterar seus efeitos. Da mesma forma, quem sofre de problemas renais crônicos precisa cautela. O chá de alecrim contém potássio e outros compostos que, em excesso, podem sobrecarregar os rins. Crianças menores de 12 anos também costumam ser orientadas a evitar o chá em doses terapêuticas, embora o uso como tempero siga aceito. Ainda, em pessoas com epilepsia ou histórico de convulsões, recomenda-se cuidado extra: alguns componentes estimulantes da planta podem desencadear crises nesses quadros.
Entre os efeitos colaterais possíveis normalmente associados a doses elevadas ou uso prolongado aparecem irritação no estômago, vômitos, sobrecarga renal, insônia (em casos que o chá seja tomado à noite) ou reações alérgicas em contato tópico com óleos essenciais.
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