Augusto nicodemos, pastor presbiteriano e ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo Foto: Divulgação
Em meio ao avanço tecnológico e ao aumento do consumo de conteúdo digital, cresce uma preocupação entre especialistas, educadores e religiosos sobre o impacto das telas na educação e formação moral das crianças. Mais do que uma simples fonte de entretenimento, séries, desenhos e conteúdos infantis nas plataformas de streaming vêm ganhando espaço na rotina dos pequenos, moldando valores, crenças e identidades, muitas vezes sem o acompanhamento ou filtro dos pais.
A recente polêmica envolvendo a Netflix, que cancelou assinaturas após críticas sobre a introdução de conteúdos com temas relacionados à chamada “agenda woke”, reacendeu o debate sobre quem realmente está educando as novas gerações. O pastor presbiteriano Augusto Nicodemos, ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, chama atenção para o que considera uma “disputa silenciosa” pela mente e coração das crianças.
“O inimigo não está tentando apenas entreter seus filhos. Ele está tentando educar seus filhos”, alerta Nicodemos.
Segundo ele, a educação espiritual e moral das crianças não pode ser terceirizada às telas ou aos criadores de conteúdo. “Cada série, cada desenho carrega uma narrativa que forma valores e identidade, muitas vezes distantes da verdade bíblica”, afirma. Para Nicodemos, os pais têm a responsabilidade primordial de aplicar o filtro da Palavra de Deus no dia a dia dos filhos, ensinando-os com amor e vigilância para que não sejam influenciados por mensagens contrárias aos seus princípios.
Este cenário levanta uma reflexão importante para famílias e educadores: em um mundo cada vez mais conectado, como garantir que a educação das crianças reflita os valores que desejam transmitir? Enquanto o conteúdo digital tem seu papel, especialistas reforçam que o equilíbrio está na supervisão ativa dos pais, no diálogo aberto e na criação de um ambiente doméstico rico em referências positivas e valores claros.
A questão vai além da simples escolha ou cancelamento de uma plataforma. Trata-se da urgência em resgatar a participação consciente dos pais no processo educativo, protegendo o coração e a mente dos filhos diante das diversas influências presentes no cotidiano digital.
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A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
Durante o evento, o religioso afirmou que os estudantes estão sendo "enganados pelos professores", recorrendo à narrativa do "marxismo cultural".
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