As apresentações das artistas aconteceu durante a Semana da Cultura Evangélica de 2025 e as informações constam no Portal da Transparência do município.
Aline Barros e Bruna Karla durante show em São Sebastião do Passé. Fotos: Divulgação. Arte: Portal de Prefeitura
A Prefeitura de São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador, contratou as cantoras Aline Barros e Bruna Karla para apresentações durante a Semana da Cultura Evangélica de 2025, com custo total de R$ 470 mil.
As informações constam em publicações oficiais e no Portal da Transparência do município. Em ambos os casos, a administração utilizou a inexigibilidade de licitação, alegando notória especialização e exclusividade na intermediação dos artistas.
De acordo com os registros oficiais, Aline Barros foi contratada por R$ 250 mil para um show no sábado, 8 de novembro, com duração de 90 minutos, em praça pública. A intermediação foi da empresa Criative Music Ltda, e o contrato tem vigência entre 29 de setembro e 29 de dezembro de 2025.
Já Bruna Karla fez sua apresentação na última sexta (7), também por 90 minutos, ao custo de R$ 220 mil. O contrato, igualmente firmado com a Criative Music, tem vigência entre 6 de outubro e 5 de dezembro de 2025.
Com cerca de 41 mil habitantes, o município têm indicadores sociais típicos de cidades de médio porte e enfrenta desafios em áreas como saúde, educação e infraestrutura. O valor total das contratações representa, de forma aproximada, R$ 11 por morador, apenas com essa programação.
Fontes ouvidas por veículos locais ressaltam que a inexigibilidade de licitação é uma prática legal, aplicável quando há inviabilidade de competição, como em casos de artistas com representação exclusiva. No entanto, destacam que a gestão deve comprovar compatibilidade dos valores com o mercado e justificar o impacto orçamentário dentro das prioridades públicas.
A divulgação dos valores provocou repercussão entre fiéis e lideranças evangélicas da região. As críticas não se concentram na escolha das artistas, mas no montante destinado aos cachês.
Um pastor identificado como “Carlos Ferreira” afirmou considerar o gasto excessivo:
“Não somos contra eventos cristãos, mas R$ 470 mil em dois dias soa como luxo. Parte desse valor poderia apoiar projetos sociais ou famílias em vulnerabilidade".
Outro líder religioso, “Marcos Andrade”, destacou a necessidade de transparência:
“Quando se usa dinheiro público em nome da fé, a responsabilidade é redobrada. É preciso esclarecer critérios e retorno social".
Já a pastora “Ana Paula Reis”, envolvida em ações comunitárias, ponderou:
“Respeitamos as artistas, mas é difícil justificar quase meio milhão de reais em shows quando muitas famílias lutam para sobreviver".
Até o momento, a Prefeitura de São Sebastião do Passé não divulgou nota detalhada sobre os critérios de escolha e os valores pagos.
Em situações semelhantes, administrações municipais costumam justificar que os cachês seguem o padrão de mercado, que o investimento estimula o turismo e o comércio local, e que a inexigibilidade é legal quando feita por meio de representante exclusivo.
Produtoras de eventos também afirmam que os valores incluem custos de equipe, logística, impostos e estrutura técnica.
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A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
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