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"Não é coisa do diabo": Pastor da IEADPE defende o envolvimento do crente na política

Pastor Isaac Silva explica que participar da política é um encargo que Deus confiou aos cristãos e esclarece equívocos comuns sobre fé e cidadania.

Portal de Prefeitura

12 de janeiro de 2026 às 17:27   - Atualizado às 17:34

Isaac Silva é Pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Recife (IEADPE)

Isaac Silva é Pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Recife (IEADPE) Foto: Divulgação/RBNTV

Frases como “coisa do diabo” ou “crente não deve se envolver com política” são comuns em alguns ambientes evangélicos. Porém, para o pastor Isaac Silva, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), essa visão precisa ser revista.

Em recente reflexão, o pastor explicou que a política, longe de ser um mal, é um instrumento legítimo para promover o bem-estar coletivo e está alinhada ao plano de Deus para a humanidade.

Política é missão, não pecado

Segundo Isaac Silva, muitos cristãos têm uma interpretação equivocada sobre o papel do crente na sociedade. “Como cidadão do céu, o crente não precisa se preocupar com a realidade da terra”, é uma frase que, segundo ele, tem sido repetida sem reflexão. O pastor ressalta que tal pensamento ignora a origem e o propósito da política.

Etimologicamente, a palavra “política” vem do grego politique, abreviação de politique technique, que significa a arte ou ciência dos assuntos da cidade. Formada pelo termo polis, que remete à comunidade de cidadãos, política trata da administração do que é público e do bem-estar coletivo. Ou seja, a política nasceu para organizar a sociedade e não para prejudicá-la.

Base bíblica para governar

O pastor destaca ainda que a Bíblia reforça essa responsabilidade. Em Gênesis 1:27-28, Deus dá ao homem a ordem de “sujeitar” e “dominar” a terra,  no hebraico, os verbos Kabash e Radá. Eles indicam mais do que mera posse; significam transformar o ambiente, governar e organizar a vida em sociedade.

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“Quando o crente se omite da administração da coisa pública, ele deixa de cumprir um encargo que Deus lhe confiou”, explicou Isaac Silva. Para ele, a política não foi criada pelo homem ou pelo diabo, mas é um mandato divino que permite exercer liderança e promover justiça na comunidade.

Quebrando mitos

O pastor também alerta sobre a visão de que a política corrompe a fé. “Participar da política não é pecado. O erro está na omissão do cristão em não exercer sua responsabilidade social”, afirma. Para ele, engajar-se nos processos políticos é uma forma de testemunho e serviço à sociedade, ampliando a influência positiva da fé na vida pública.

A mensagem de Isaac Silva reforça que o cristão pode e deve atuar como cidadão, promovendo valores éticos, justiça e solidariedade. “O cristão não precisa se afastar do mundo; ele é chamado para transformar o mundo à luz da vontade de Deus”, concluiu.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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