Pintura da primeira metade do século 17 mostra o encontro de Maria, a "corredentora", com Jesus. Créditos: Domínio público/BBC News
O Vaticano, sob aprovação do Papa Leão XIV, publicou recentemente um documento oficial que estabelece limites claros para a devoção à Virgem Maria dentro da Igreja Católica. A iniciativa busca corrigir interpretações equivocadas sobre o papel da mãe de Jesus na teologia cristã, evitando que ela seja confundida com a única figura capaz de redimir a humanidade: Jesus Cristo.
O texto, fruto de trabalho do Dicastério para a Doutrina da Fé, proíbe o uso do título “corredentora” para Maria, explicando que essa expressão pode gerar confusão e desbalancear o entendimento da fé. Essa decisão vem após décadas de debates internos e divergências entre papas recentes, incluindo opositores como o Papa Francisco, que qualificou o uso deste título como uma “loucura”.
Embora o documento evite restringir a piedade popular, o qual é valorizado e encorajado, ele é enfático ao reforçar que a adoração deve ser dirigida somente a Deus, com a veneração a Maria mantendo-se na esfera do respeito e da intercessão, nunca da idolatria. O Papa lembra que Maria é humana e participa do plano divino como mãe de Jesus e mediadora secundária, mas não a salvadora.
A devoção mariana, que é um tesouro dentro da Igreja e possui profunda base bíblica, continua sendo incentivada, sobretudo no contexto de sua maternidade e seu papel como exemplo de fé. Expressões como “mãe dos fiéis”, “mãe espiritual” e “mãe do povo fiel” são consideradas plenamente adequadas, ao passo que o uso de “medianeira” é aceito apenas quando indica colaboração e intercessão, nunca exclusividade.
O documento também aborda um problema recorrente: o uso político da imagem de Maria. Em tempos de celebrações e até vitórias humanas, sua figura é evocada às vezes para além do espiritual, o que o Vaticano quer coibir, reforçando que o relacionamento dos fiéis com Maria permanece inalterado, mas precisa ser claramente alinhado com a doutrina católica.
Essa posição reafirma a centralidade de Cristo na obra da salvação, destacando que a intercessão mariana é pela ação mediadora única de Jesus, e não uma alternativa a ela. Assim, o Papa e o Vaticano reforçam não só a fé tradicional, como também um esforço ecumênico para responder às críticas históricas feitas por grupos protestantes, garantindo a unidade interna da Igreja.
Este esclarecimento de Leão XIV não deve ser visto como um rebaixamento da Virgem Maria, mas como um ajuste para proteger a doutrina e manter a harmonia da fé, valorizando a devoção popular e o papel singular de Jesus Cristo na história da salvação.
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