Papa Leão XIV. Foto: Divulgação / Vaticano News
O Papa Leão XIV afirmou neste domingo, 29 de março, durante seu tradicional pronunciamento na Praça de São Pedro, que Deus não ouve as orações de líderes mundiais que promovem guerras porque eles têm “as mãos cheias de sangue”.
A declaração do pontífice aconteceu no início da Domingo de Ramos, data que marca o início da Semana Santa para católicos e muitas outras comunidades cristãs .
O papa proferiu a fala diante de milhares de fiéis reunidos no Vaticano, um dia após o conflito no Oriente Médio completar um mês. O confronto escalado entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado com ataques no fim de fevereiro, intensificou o debate sobre paz e guerra no cenário internacional e motivou a mensagem do pontífice .
No discurso, o papa citou que Deus rejeita as orações de quem promove guerras e se referiu a Jesus como “Rei da Paz”, colocando a figura de Cristo como símbolo de não violência.
"Deus não ouve as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: ‘Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue'", declarou.
O Domingo de Ramos é o primeiro dia da Semana Santa, período que antecede a Páscoa e rememora os últimos eventos da vida de Jesus. A festa celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido pelo povo com ramos de palmeiras, gesto que simboliza honra e esperança. Por começar com essa celebração, a Semana Santa prepara os fiéis para refletirem sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo, o que dá contexto à mensagem de paz proferida pelo pontífice .
O papa Leão XIV também lamentou, em sua fala, o sofrimento de cristãos que vivem em regiões afetadas por conflitos, destacando que muitos não terão condições de celebrar a Páscoa devido às dificuldades causadas pelos confrontos armados. O papa pediu que a fé seja vivida como um compromisso com a paz e que a comunidade internacional se empenhe em encontrar soluções sem violência para as crises atuais.
"Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra."
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Eduardo da Fonte destacou a importância de iniciativas que fortalecem os valores cristãos e promovem a união das famílias pernambucanas.
Esse tempo reúne celebrações religiosas, momentos de silêncio e rituais que relembram a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus.
Na fala, Malafaia direciona o discurso a um grupo específico de fiéis, que, segundo ele, age de forma consciente ao não entregar integralmente o dízimo.
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