As falas do padre se referem ao voto do parlamentar contrário à Medida Provisória (MP) n° 1.313/2025, que alterou as regras do Gás dos Brasileiros.
Flávio Ferreira Alves, que negou comunhão e deputad Nikolas Ferreira. Fotos: Diocese de Caratinga/Reprodução e Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados. Arte: Portal de Prefeitura
Durante uma missa na Paróquia Santa Efigênia, na cidade de Córrego Novo, interior de Minas Gerais, o padre Flávio Ferreira Alves negou comunhão aos fiéis apoiadores do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). As declarações do religioso ocorreram no domingo, 8 de fevereiro.
"Tem católico concordando com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia", disse o padre.
As falas de Flávio se referem ao voto do parlamentar contrário à Medida Provisória (MP) n° 1.313/2025, que alterou as regras do Gás dos Brasileiros, auxílio destinado a famílias de baixa renda. A nova versão do programa, chamado Gás do Povo, substitui o repasse em dinheiro por uma retirada física do botijão em locais credenciados pelo Governo Federal.
A Diocese de Caratinga, responsável pela paróquia, divulgou uma nota após o ocorrido. Confira abaixo:
Comunicado
"A Diocese de Caratinga, por meio de seu Bispo Diocesano e em comunhão com todo o clero, vem a público manifestar-se acerca do fato isolado ocorrido durante a celebração da Eucaristia na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo e Pingo D'água, envolvendo o Padre Flávio Ferreira Alves.
A Igreja Católica de nossa Diocese de Caratinga reafirma seu compromisso inabalável com o livre exercício da democracia e com o respeito à pluralidade de opiniões. O ambiente litúrgico deve ser, primordialmente, um espaço de acolhida, paz e oração, onde todos os fiéis se sintam integrados à comunhão com Cristo, independentemente de suas convicções políticas individuais. Informamos que o Padre Flávio Ferreira Alves reconhece que sua fala, proferida em um momento de forte emoção, não condiz com as orientações pastorais da Igreja.
O sacerdote expressa seu profundo arrependimento e pede perdão a toda a comunidade e aos fiéis que se sentiram ofendidos ou excluídos por suas palavras. A Igreja ensina que a Eucaristia é o sacramento da unidade e não deve ser utilizada como instrumento de divisão ou segregação.
Diante do ocorrido, a Diocese de Caratinga assume o compromisso de tomar as devidas providências necessárias para que episódios dessa natureza não voltem a ocorrer, preservando a sacralidade da Missa. Reiteramos a nossa responsabilidade com o diálogo aberto na comunidade para restaurar o clima de fraternidade e respeito mútuo. A Diocese de Caratinga clama ao Espírito Santo que nos conduza pelo caminho da reconciliação e que a nossa fé seja sempre um elo que nos une no amor de Deus."
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