Mais um padre brasileiro é excomungado após ingressar em fraternidade tradicionalista São Pio X Foto: Divulgação/Arquidiocese de Jundiaí
A Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, emitiu uma nota pastoral comunicando a situação de cisma e excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva.
A medida foi formalizada pelo bispo diocesano, dom Arnaldo Carvalheiro Neto, após o sacerdote optar por integrar a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), movimento tradicionalista que não se encontra em plena comunhão com a liderança da Igreja Católica.
A sanção canônica decorre de recentes ordenações episcopais realizadas pela organização sem o devido mandato apostólico.
De acordo com o comunicado oficial divulgado pela diocese, os atos do ministério desempenhados pelo sacerdote passam a ser considerados inteiramente ilícitos.
A hierarquia católica detalhou que sacramentos fundamentais administrados por ele, como a absolvição sacramental no âmbito da Penitência e a assistência aos matrimônios, carecem de validade canônica, tornando-se nulos para os fiéis.
A decisão fundamenta-se em diretrizes expedidas pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e chanceladas pela Nunciatura Apostólica no Brasil após desdobramentos disciplinares envolvendo a liderança da fraternidade.
O caso ganhou contornos mais claros após o próprio sacerdote manifestar publicamente, no início do ano, sua oposição a diretrizes administrativas e pastorais vigentes na instituição.
Natural de Cajamar (SP) e ordenado em dezembro de 2011 na Catedral Nossa Senhora do Desterro, o padre acumulou passagens por paróquias locais, por uma missão de cinco anos na Diocese de Marabá (Pará) e por uma experiência de vida eremítica.
No entanto, após comunicar seu afastamento formal da estrutura diocesana, passou a articular a criação de um núcleo de apostolado tradicionalista na região de Campo Limpo Paulista, mobilizando campanhas de arrecadação financeira para adquirir um imóvel.
Diante da consolidação do racha institucional, a Diocese de Jundiaí reforçou orientações estritas aos católicos da região, desaconselhando enfaticamente a frequência ao espaço de culto alternativo mantido pelo sacerdote.
A nota pastoral alerta que leigos que venham a aderir formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, rejeitando a autoridade papal e a comunhão com os bispos locais, também correm o risco de incorrer nas mesmas penas canônicas de cisma e excomunhão devido à participação habitual nas atividades do grupo.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X foi instituída em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, reunindo fiéis e clérigos defensores da liturgia tridentina, celebrada em latim e com o celebrante voltado para o altar, em oposição frontal às reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II.
Embora uma aproximação parcial tenha ocorrido em décadas anteriores sob o pontificado de Bento XVI, as tensões institucionais voltaram ao auge com novas ordenações de bispos sem autorização pontifícia. A diocese encerrou o pronunciamento apelando para que os católicos preservem a unidade e a obediência eclesiástica.
Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.
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