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Ex-líder da Mangueira acusa igrejas de confundir fé e folia durante o Carnaval

Pastor William Lourenço Braga, ex-líder da Estação Primeira de Mangueira, questiona igrejas que adaptam samba e ritmos do Carnaval para evangelizar.

Portal de Prefeitura

06 de fevereiro de 2026 às 17:50   - Atualizado às 18:01

Ex líder da Mangueira acusa igrejas

Ex líder da Mangueira acusa igrejas Foto Arte/Portal de Prefeitura

O debate sobre a participação de igrejas no Carnaval brasileiro voltou à tona com declarações do pastor William Lourenço Braga, ex-mestre-sala da Estação Primeira de Mangueira, conhecido no mundo do samba como “Lilico”. Hoje líder religioso na Igreja Batista Nacional Monte Hermom, em Vigário Geral, William criticou publicamente os blocos evangélicos no Carnaval, argumentando que a utilização de ritmos e elementos típicos da folia pode comprometer a mensagem do Evangelho.

Em participação no podcast PodCrê, o pastor afirmou que a intenção de levar Jesus às ruas por meio de instrumentos de percussão e batuques é válida, mas o método escolhido não é apropriado. “A intenção pode ser levar Jesus, mas o meio compromete a mensagem”, disse Braga, destacando que a mistura de fé e folia pode gerar uma “confusão espiritual” entre os fiéis.

William relembra sua trajetória como mestre-sala da Mangueira, onde a cultura do samba e do Carnaval é celebrada de forma intensa. No entanto, após sua conversão, passou a enxergar essas manifestações sob uma perspectiva religiosa, enfatizando que muitos elementos do Carnaval não condizem com os princípios do Evangelho. Para ele, tentar adaptar o samba para uso religioso desvirtua tanto a fé quanto a tradição cultural da festa.

O pastor reforçou que não sente falta da vida na Sapucaí e criticou a ideia de que o Carnaval seja essencial para a identidade cultural brasileira. Segundo ele, a nação pode preservar sua história e folclore sem utilizar festas populares para fins de evangelização. William destaca que o Evangelho deve ser transmitido de forma clara e consistente, sem recorrer a práticas que possam confundir ou diluir sua essência.

A posição de Braga reacende o debate sobre os limites da atuação religiosa em festas populares, questionando até que ponto a evangelização deve se adaptar a contextos culturais que possuem origens e significados distintos. Especialistas em religião e cultura afirmam que o uso de música e rituais carnavalescos por igrejas é cada vez mais comum, mas também envolve desafios éticos e espirituais.

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Com suas declarações, o ex-mestre-sala da Mangueira e pastor William Braga se posiciona firmemente contra os blocos evangélicos no Carnaval, defendendo que a fé cristã deve ser transmitida sem comprometer seus valores, mesmo diante do ritmo contagiante da maior festa popular do Brasil.

 

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