Em 2021, o cantor gospel Kleber Lucas foi amplamente criticado por se aliar a líderes de religiões afro-brasileiras na luta contra a intolerância religiosa.
Pina, Malafia e Michele Reprodução, Pleno News
No último domingo (6), uma manifestação a favor da anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 gerou um curioso contraste nas reações de figuras evangélicas. A ação, liderada pelo pastor Silas Malafaia, contou com a presença de representantes de diversas crenças, incluindo padres, pastores, rabinos e candomblecistas. Dentre os participantes, destacou-se Sérgio Pina, pai de santo e conhecido por sua ligação com a cantora Anitta, que se uniu ao padre Kelmon e aos pastores em apoio à causa.
Esse encontro interreligioso foi amplamente celebrado por evangélicos alinhados com o bolsonarismo, que elogiaram a atitude de Pina ao exercer seu direito de se manifestar politicamente. No entanto, o apoio dado ao candomblecista por essas mesmas figuras religiosas causa estranhamento quando comparado com as reações passadas a outros casos semelhantes.
Em 2021, o cantor gospel Kleber Lucas foi amplamente criticado por se aliar a líderes de religiões afro-brasileiras na luta contra a intolerância religiosa. Na época, o cantor enfrentou um boicote de diversos eventos religiosos e perdeu compromissos em igrejas, sendo severamente atacado por sua postura em defesa da liberdade religiosa, independentemente da fé.
A situação revela uma incoerência nas atitudes de setores evangélicos, que, ao mesmo tempo em que condenaram a defesa da diversidade religiosa de Kleber Lucas, agora se mostram favoráveis à união de diferentes líderes religiosos em nome de um movimento político. Sérgio Pina, que já havia participado de outras manifestações de apoio a Bolsonaro, foi aplaudido por sua participação na manifestação, embora alguns internautas questionassem sua escolha de vestuário, em contraste com as vestes tradicionais dos candomblecistas.
O episódio levanta uma reflexão sobre a verdadeira disposição em defender a liberdade religiosa e a aceitação das diferenças, especialmente dentro de contextos políticos. A mudança de postura de parte dos evangélicos diante de questões interreligiosas expõe as complexidades e contradições no relacionamento entre a fé, a política e os direitos individuais no Brasil.
Da redação do Portal com Informações do Site FuxicoGospel
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A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
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