Segundo o texto aprovado na Câmara de Vereadores, o segmento não se resume à música religiosa, mas também envolve ações sociais, eventos públicos, atividades culturais e manifestações de fé.
23 de maio de 2026 às 11:21 - Atualizado às 11:24
Cantor Irmão Lázaro, um dos expoentes do gospel baiano. Foto: Reprodução
A Câmara Municipal de Salvador aprovou o Projeto de Lei nº 131/2026, que reconhece oficialmente a Cultura Gospel e Cristã como Patrimônio Cultural e Imaterial da capital baiana.
A proposta foi apresentada pelo vereador Kênio Rezende e busca ampliar o reconhecimento das manifestações culturais ligadas ao segmento evangélico e cristão na cidade.
Segundo o texto aprovado pelos vereadores, a cultura gospel não se resume apenas à música religiosa, mas também envolve ações sociais, eventos públicos, atividades culturais e manifestações de fé que fazem parte da rotina de milhares de pessoas em Salvador.
Durante a discussão da proposta, o vereador responsável pelo projeto afirmou que o reconhecimento representa uma valorização da influência exercida pelo movimento cristão na sociedade.
De acordo com o parlamentar, a cultura gospel possui participação ativa em áreas como solidariedade, mobilização social e produção cultural.
“Estamos falando de uma expressão cultural que faz parte da história e da identidade da cidade”, destacou.
A aprovação do projeto também fortalece políticas públicas voltadas para incentivo e apoio a eventos ligados ao público cristão.
Entre os exemplos mencionados no debate está a Marcha para Jesus, considerada uma das maiores manifestações religiosas realizadas na capital baiana.
O evento acontece há quase três décadas em Salvador e já faz parte do calendário de celebrações religiosas da cidade.
Neste ano, a caminhada está prevista para ocorrer no dia 8 de agosto.
Além da Marcha para Jesus, Salvador também recebe shows, congressos, apresentações musicais e encontros voltados ao segmento gospel ao longo do ano.
Com a aprovação do projeto, a Cultura Gospel e Cristã passa a integrar oficialmente o conjunto de manifestações reconhecidas como patrimônio cultural e imaterial do município.
A proposta agora segue para os próximos trâmites legais.
O reconhecimento de patrimônios culturais costuma ser utilizado como forma de preservação histórica e valorização de tradições consideradas relevantes para a identidade social e cultural das cidades.
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