Caso a manobra seja colocada em prática, a Câmara pode descumprir o Decreto-Lei 201 de 1967, que define os procedimentos em casos de processos de impedimento de prefeito e vereadores.
19 de janeiro de 2026 às 19:15 - Atualizado às 19:32
Vereadores do PSB e aliados articulam para tentam barrar votação de impeachment de João Campos Foto: Arte/Montagem Portal de Prefeitura
Desde o início de janeiro, a Câmara Municipal do Recife se aproveita do recesso parlamentar para seguir no silêncio em relação ao inédito pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB), protocolado no último dia 2 de janeiro pelo vereador Eduardo Moura (NOVO).
Nos corredores da Casa de José Mariano, governistas evitam falar sobre o assunto. Entre os oposicionistas, cresce a expectativa para saber se o pedido, realmente, será colocado em votação na primeira sessão ordinária do ano, no próximo dia 3 de fevereiro. Informações colhidas em reserva de fonte, indicam que vereadores do PSB estariam se movimentando nos bastidores para que o pedido de impeachment não seja lido nem votado na sessão que abre o ano legislativo.
Caso a manobra seja colocada em prática, a câmara pode descumprir o Decreto-Lei 201 de 1967, que define os procedimentos em casos de processos de impedimento de prefeito e vereadores. Pelo decreto federal, o pedido deve ser analisado e votado pelas câmaras municipais na primeira sessão subsequente, após o recebimento da denúncia por parte do presidente da Casa, o que já ocorreu.
Por falar em Romerinho Jatobá (PSB), durante uma inauguração da Ponte do Arruda ao lado do prefeito João Campos, na quinta-feira da semana passada (15), Romerinho comentou que o rito seguirá normal, e que considera o pedido ‘descabido’.
“É direito de qualquer vereador cumprir os pré-requisitos que a lei determina, solicitar o impeachment por achar algo indevido. Eu, particularmente, acho descabido, mas a gente vai seguir o regimento e o rito que a câmara oferece”, garantiu Jatobá.
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O pedido de impeachment contra o prefeito João Campos, se baseou no caso sobre a “furada de fila” no concurso para procurador do município, em que o prefeito nomeou um candidato classificado em 63° lugar, Lucas Vieira da Silva, para a vaga destinada a um outro concorrente, Marko Venicio Batista, aprovado na seleção para Pessoa com Deficiência (PCD).
O caso ganhou destaque em toda a mídia nacional e incomodou as hostes do PSB. Depois da repercussão negativa, João Campos recuou e decidiu ‘desnomear’ Lucas, e oficializar a nomeação de Marko, o real detentor da vaga.
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A mobilização está marcada para as 14h desta quinta-feira, 5 de março, na Prefeitura do Recife (PCR).
Entre os atendimentos disponibilizados estão fisioterapia, odontologia e psicoterapia, todos realizados na própria associação.
Mesmo com saldo positivo de 752 vagas formais em janeiro de 2026,um total de 23% das famílias recifenses ainda dependem de programas sociais.
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