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Fundef: professores da rede municipal do Recife realizam assembleia para discutir precatórios

Categoria critica o leilão vencido pelo Itaú Unibanco, que rendeu R$ 443,4 milhões ao município e ofereceu créditos de R$ 567,1 milhões a serem pagos pela União entre 2026 e 2028.

Ricardo Lélis

13 de novembro de 2025 às 10:51   - Atualizado às 10:51

Professores do Recife em protesto

Professores do Recife em protesto Foto: Divulgação/SIMPERE

Os professores da rede municipal do Recife realizam nesta quinta-feira, 13 de novembro,, a partir das 14h, uma assembleia extraordinária no Centro Social da Soledade para discutir o recebimento dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) após convocação Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), que critica a operação da Prefeitura voltada à antecipação desses recursos

No dia 6 de novembro, o leilão dos precatórios do Fundef, vencido pelo Itaú Unibanco, rendeu R$ 443,4 milhões ao Município, que ofereceu créditos de R$ 567,1 milhões a serem pagos pela União entre 2026 e 2028.

“O leilão não envolveu os 60% do valor principal destinados aos professores, mas continuaremos cobrando que os juros sejam aplicados e repassados à nossa categoria”, afirmou a coordenadora do Simpere, Anna Davi, na ocasião da aprovação do PL na Câmara do Recife.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Desde junho, o Simpere vinha denunciando o que chamou de uma “tentativa de calote” embutida no Projeto de Lei nº 24/2025, que autorizou a cessão dos créditos.

De acordo com o sindicato, o texto aprovado pela Câmara Municipal “ignora o direito da categoria aos juros do precatório”, que correspondem a 60% do valor devido aos professores.

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“O prefeito João Campos condicionou o pagamento de abonos acordados com os servidores da educação à antecipação dos precatórios, e ainda manteve a posição de não pagar os juros que são direito da categoria”, declarou o sindicato em nota.

O Simpere afirma que mobilizou assembleias, ocupou a Câmara Municipal e promoveu atos públicos para tentar impedir a negociação.

“Não aceitaremos que o dinheiro da educação seja tratado como mercadoria. Essa verba é resultado de uma dívida histórica de mais de 30 anos e não pode ser reduzida sem correção monetária”, destacou a entidade.

Segundo o Simpere, os R$ 124 milhões perdidos poderiam ser aplicados em contratação de profissionais, ampliação de vagas em creches e construção de novas escolas.

O sindicato reforça que, embora o leilão não tenha atingido diretamente o valor principal destinado aos professores, a luta pelo pagamento dos juros continua.

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