Eduardo Moura, vereador do Recife. Foto: Divulgação
Após a celebração do dia da criança, no último domingo, o vereador Eduardo Moura (Novo) aproveitou a sessão plenária desta terça-feira, 14 de outubro, para cobrar mais investimentos que melhorem, de fato, a vida da população infantil do Recife.
O alvo principal da crítica foi o atraso em obras da cidade, entre elas, o aguardado o Hospital da Criança, no bairro de Areias. Promessa de campanha de João Campos, o vereador lembrou que a entrega da unidade está atrasada em mais de dois anos.
“A obra que custaria R$ 101 milhões agora está com um orçamento previsto de R$ 209 milhões de reais, mais do que o dobro”, reclamou.
O contrato foi alterado em pelo menos seis oportunidades. A inauguração já foi adiada três vezes. Agora, o novo prazo prometido para o hospital abrir as portas é abril do próximo ano. De acordo com Eduardo Moura, o curioso é a data prevista para unidade ser inaugurada.
“Coincide com o fim do prazo de desincompatibilização dos prefeitos que pretendem disputar as eleições em 2026. Isso já aconteceu antes? Já! No Parque da Tamarineira. Ministério Público, cadê você?”, questiona o líder do NOVO na câmara.
Enquanto isso, ainda no discurso, Moura lamentou a inauguração de mais uma obra inacabada na gestão do PSB; desta vez, no bairro dos Coelhos: Trata-se do Parque Roque Santeiro. A primeira etapa custou R$ 3,6 milhões e foi aberta ao público com apenas 37% do projeto concluído para coincidir com o 12 de outubro.
“Sabe o que as crianças queriam no dia delas? Escola para estudar (e não estarem sendo tratadas feito ‘pizza’ no rodízio); Queriam creche e não têm; Posto de saúde com pediatra, e não têm. O que eles têm? Rodízio e fossa dentro da escola. Prefeito é ovacionado só pelos babões”, finaliza o vereador.
O vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), voltou a cobrar da Prefeitura a demolição do edifício 13 de Maio, localizado na Rua da União, no centro da cidade.
Durante a sessão plenária desta terça-feira, 7 de outubro, na Câmara Municipal, o parlamentar fez um alerta sobre o risco representado pelo imóvel, cuja construção foi iniciada na década de 1950, mas jamais concluída.
O abandono ao longo dos anos tem causado preocupação a moradores, trabalhadores da região, pedestres e estudantes do Ginásio Pernambucano, localizado em frente ao prédio. O edifício 13 de Maio apresenta irregularidades estruturais, ferragens oxidadas e expostas, além de risco de desabamento.
Durante a sessão ordinária, um grupo formado por professores, alunos e diretor do Ginásio Pernambucano marcou presença nas galerias da Casa de José Mariano para solicitar a execução da demolição.
O vereador Eduardo Moura garantiu à comunidade estudantil que continuará com a cobrança.
Ele lembrou que há três semanas, tijolos e pedaços de concreto despencaram e atingiram veículos que estavam em um estacionamento ao lado. Na semana passada, parte de uma parede também caiu.
O líder do Novo na Câmara destacou ainda que, desde 2020, a Justiça determinou que a Prefeitura realizasse a derrubada do edifício devido ao risco nível 4 de desabamento.
Em 2024, o Tribunal de Contas do Estado notificou formalmente a Prefeitura sobre o risco de responsabilização administrativa.
No mesmo ano, uma nova intimação judicial foi enviada ao Executivo Municipal para que a demolição fosse feita com urgência, o que até agora não ocorreu.
“Em 2025, nós começamos a agir enquanto vereador. No dia 14 de maio, protocolamos um requerimento na Câmara cobrando a demolição. No mesmo dia, fizemos um pedido de informação à Prefeitura, e até agora não houve resposta”, afirmou o vereador.
Segundo Moura, o referido pedido de informação foi encaminhado à Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil do Recife, chefiada pelo vice-prefeito Victor Marques. O parlamentar ressaltou que a ausência de resposta por parte da gestão municipal pode ter implicações jurídicas.
“Na semana passada, uma parede inteira caiu desse prédio”, alertou.
Além desse pedido de informação, no dia 19 de maio, o vereador protocolou uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por omissão administrativa e risco à segurança pública por parte da gestão de João Campos.
No documento, Moura solicitou que o MPPE tome as medidas necessárias para assegurar a proteção da coletividade, promovendo a responsabilização dos agentes públicos e garantindo a efetiva demolição do edifício 13 de Maio.
“O que é que o prefeito João Campos está esperando? A morte de alguém? De novo?, questionou o vereador.
No acidente registrado em 6 de fevereiro deste ano, o desabamento de uma barreira resultou na morte de duas pessoas: mãe e filha. Desde 2021, de acordo com Eduardo Moura, 22 requerimentos foram protocolados na Câmara pedindo que a Prefeitura adotasse medidas de contenção no local.
“Durante quatro anos, a Prefeitura não realizou a contenção e a obra necessária. Este ano, a barreira desabou e matou mãe e filha: Maria da Conceição Braz e Nicole Melo de Souza”, concluiu Moura, ao relacionar o caso à demora da gestão municipal para demolir o edifício 13 de Maio.
3
07:34, 13 Fev
25
°c
Fonte: OpenWeather
O projeto foca na urbanização da área adjacente ao Canal do ABC, próximo à comunidade Escorregou Tá Dentro.
Presidente cumpre agenda no Complexo de Suape com investimento de R$ 267 milhões e acompanha desfile do maior bloco carnavalesco do mundo no Recife.
O evento contou com a participação do secretário de Governo César Ramos, que nomeou Aylys Gomes e Pedro Lukas como representantes da folia.
mais notícias
+