Professora é encontrada desacordada após agressões e violência sexual do ex-companheiro em Jaboatão Foto: Reprodução
Uma professora de 51 anos foi encontrada desacordada dentro de casa após sofrer agressões e violência sexual atribuídas ao ex-companheiro, de 44 anos, na comunidade de Porta Larga, entre Jaboatão dos Guararapes e o Recife.
A mulher foi localizada na segunda-feira (19), depois de parar de responder às mensagens e faltar ao trabalho. O suspeito foi preso em flagrante, e o caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de feminicídio.
A vítima está internada no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, área central do Recife.
Segundo familiares, ela sofreu graves lesões na cabeça e apresentou complicações respiratórias, precisando ser intubada e sedada.
De acordo com Erasmo Pereira, advogado que representa a vítima, a família começou a desconfiar que algo estava errado após a mulher deixar de responder às mensagens.
No Dia do Professor, ela havia conversado com a filha pela manhã, mas não voltou a atender às ligações durante a tarde.
Como a mulher costumava manter contato diário com os filhos, a falta de notícias gerou preocupação. A situação se agravou quando a escola onde ela trabalhava informou, na segunda-feira (19), que a professora não havia comparecido ao serviço.
Ao chegarem à residência, os filhos encontraram o portão fechado e precisaram arrombá-lo. Dentro do imóvel, localizaram a mãe desacordada e acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo o advogado, a professora manteve um relacionamento com o suspeito entre 2023 e 2026, marcado por separações e reconciliações.
Um dos filhos da vítima, que não quis se identificar, afirmou que o relacionamento era abusivo e que o homem controlava a rotina da professora, inclusive as visitas que ela recebia em casa.
O familiar também relatou que os filhos passaram a se opor ao relacionamento após perceberem comportamentos agressivos do suspeito. Em uma ocasião, uma das filhas teria presenciado o homem aplicar um golpe conhecido como “mata-leão” na mãe e decidiu sair de casa depois do episódio.
Ainda segundo o filho, a professora aparecia no trabalho com marcas e ferimentos nos braços, mas dizia que havia batido o braço na porta do carro.
O familiar contou que, durante o relacionamento, a mãe passou a se afastar dos filhos e a reagir às críticas que eles faziam ao companheiro. Segundo ele, a professora afirmava que os filhos interferiam em sua vida e destacava a ajuda que recebia do homem em tarefas domésticas e passeios.
O filho também relatou que o suspeito fazia uso de drogas e que a mãe passou a consumir bebidas alcoólicas com frequência. Além disso, afirmou que o homem teria obtido medicamentos controlados por meio de uma médica com quem mantinha relacionamento, sem prescrição para a vítima.
A família também levantou suspeitas sobre uma tentativa recente de empréstimo feita pela professora. De acordo com o advogado, ela pretendia financiar um carro, embora tivesse tirado a carteira de motorista havia pouco tempo. Os familiares suspeitam que o dinheiro pudesse beneficiar o ex-companheiro, mas essa informação não foi confirmada pelas autoridades.
Segundo o filho, o imóvel apresentava sinais de luta corporal quando a professora foi encontrada. O familiar relatou que o box do banheiro estava quebrado, havia sangue no quarto e a mãe estava seminua, com ferimentos na cabeça.
Ainda de acordo com o relato, exames identificaram um sangramento no cerebelo com cerca de 13 centímetros. A professora também apresentou insuficiência respiratória e precisou ser intubada.
O filho afirmou que a mãe permanecia internada, sedada e em estado grave no Hospital da Restauração. Segundo ele, a equipe médica alertou para o alto risco de sequelas.
A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio. O suspeito foi preso em flagrante, e as circunstâncias das agressões seguem sob apuração.
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Idosa foi encontrada sozinha, em meio a fezes e sujeira. Segundo a Polícia Civil, vizinhos forneciam alimentação à vítima.
Informações preliminares divulgadas dão conta de que a vítima estava acompanhada pelo companheiro quando foi atingida no pescoço.
Juliana Camila Pinto Ribeiro, de 39 anos, foi assassinada no bairro do Ibura, na noite de domingo (25).
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