Em 2022, época do falecimento de Raquel Antunes, de 11 anos, Wallace Palhares presidia a Liga-RJ, entidade responsável pela organização da Série Ouro.
Lula ao lado de presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, à direita. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, é réu por homicídio culposo no processo que apura a morte de Raquel Antunes, de 11 anos, atingida por um carro alegórico durante o carnaval de 2022, no Rio de Janeiro. Neste ano, a escola desfilou pela primeira vez no Grupo Especial com enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
À época do acidente, Palhares presidia a Liga-RJ, entidade responsável pela organização da Série Ouro. Ao receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a Justiça do Rio de Janeiro considerou que competia ao dirigente a responsabilidade pela fiscalização e pelas condições de segurança na área de dispersão, local onde a criança foi prensada entre uma alegoria e um poste.
Raquel sofreu múltiplos traumatismos, passou por amputação de uma das pernas e morreu dias depois, enquanto estava internada em unidade de terapia intensiva. Após o caso, Palhares declarou à imprensa que não teria obrigação de prestar assistência à família, argumentando que o acidente teria ocorrido fora da área sob responsabilidade direta da liga.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) indiciou o dirigente em janeiro de 2023. Em maio do mesmo ano, ele passou à condição de réu pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Em depoimento, Palhares e a Liga-RJ atribuíram à prefeitura e a outros órgãos públicos a responsabilidade pelo isolamento das alegorias e pelo controle do espaço onde ocorreu o acidente.
O processo está em tramitação na 29ª Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro.
A estreia da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial do Rio transformou a abertura do Carnaval, neste domingo, 15 de fevereiro, em um dos momentos mais politizados da noite. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola levou para a Marquês de Sapucaí uma homenagem direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou o desfile de um camarote.
Ao mesmo tempo, o desfile incorporou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Um dos carros alegóricos exibiu um boneco gigante do palhaço Bozo caracterizado como presidiário, atrás de grades e com tornozeleira eletrônica. A representação foi repetida na comissão de frente, onde um integrante com faixa presidencial e caracterizado como o palhaço Bozo fazia gestos associados ao armamento civil, pauta defendida durante o governo anterior.
A narrativa apresentada na avenida exaltou a trajetória do petista, da origem humilde à Presidência da República, com referências à militância sindical e aos mandatos no Planalto. O público respondeu com gritos de apoio e bandeiras com o nome e o rosto do presidente, especialmente nos setores mais populares do sambódromo.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, esteve na Sapucaí ao lado do presidente, mas não desfilou, apesar da expectativa inicial. O espaço no último carro ficou com a cantora Fafá de Belém. Em determinado momento, Lula desceu à pista acompanhado do prefeito Eduardo Paes e cumprimentou integrantes da escola.
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Foragido há anos, o homem lidava diretamente com produtores de maconha. Seu papel principal era manter rotas de tráfico e inspecionar a qualidade da droga.
O policiamento inclui ainda o uso de drones com tecnologia avançada, integrados às ações coordenadas pela Secretaria de Defesa Social (SDS) no município.
Com o grupo, foram encontrados uma pistola 9 mm, 19 munições do mesmo calibre, dois carregadores e uma faca de serra.
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