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Polícia Civil prende três pessoas acusadas de planejar ataque terrorista no Rio de Janeiro

A corporação afirma que o objetivo do atentado seria provocar pânico, desordem e caos social.

Ricardo Lélis

02 de fevereiro de 2026 às 17:51   - Atualizado às 17:51

Operação da Polícia do Rio de Janeiro.

Operação da Polícia do Rio de Janeiro. (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, que impediu um ataque terrorista, com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, no centro da capital do Estado.

Até o momento, três pessoas foram presas na Operação Break Chain, que investiga uma quadrilha, autointitulada "Geração Z", organizada nas redes sociais.

A investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) cumpriu "dezenas de mandados de busca e apreensão, nesta segunda, em endereços na capital, Região Metropolitana e no interior do Estado, todos ligados a investigados que programavam manifestações antidemocráticas com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, nesta segunda", informou.

A investigação teve início após a delegacia tomar conhecimento da existência de grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados com o objetivo de organizar manifestações antidemocráticas, programadas para ocorrer nesta segunda, às 14h, em diversos Estados do Brasil.

No Rio de Janeiro, o ato seria realizado em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no centro. A polícia diz que 17 pessoas são investigadas.

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De acordo com a investigação, "embora se identificasse como apartidário e anticorrupção, o grupo autodenominado 'Geração Z' incitava e preparava atos de violência e terrorismo, além de estimular ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos".

A Polícia Civil afirma que o objetivo seria provocar pânico, desordem e caos social.

"Os agentes identificaram que os integrantes do grupo compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto. Também foram encontradas orientações e materiais instrutivos para a confecção de artefatos incendiários improvisados, como o chamado 'coquetel molotov', além de bombas caseiras com bolas de gude e pregos em seu interior", afirma.

Os alvos dos mandados de busca e apreensão são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.

Segundo a polícia, "todos são participantes ou administradores de grupos vinculados ao Rio de Janeiro e exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque".

Estadão Conteúdo

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