O suspeito teria assumido os cuidados da criança por meio do sistema de atendimento home care e durante o período, teria realizado consultas, indicado medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos de maneira irregular
Homem preso por se passar por médico no Rio de Janeiro Foto: Reprodução
Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sob suspeita de exercer ilegalmente a medicina e utilizar os dados profissionais de outro médico para atender uma criança de 10 anos diagnosticada com um tumor cerebral maligno.
Diogo dos Santos Serpa foi localizado pelos agentes enquanto realizava um atendimento domiciliar à menina. Segundo as investigações, ele utilizava a identidade e o registro profissional pertencentes a outro médico para atuar no acompanhamento da paciente.
O suspeito teria assumido os cuidados da criança por meio do sistema de atendimento home care e, mesmo sem formação médica ou autorização para exercer a profissão, vinha desempenhando funções atribuídas a um profissional habilitado.
De acordo com a apuração policial, a atuação teria começado em outubro de 2025. Durante esse período, Serpa teria realizado consultas, indicado medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos relacionados ao tratamento da criança.
A suspeita de fraude surgiu a partir da própria mãe da paciente. Segundo a investigação, ela começou a desconfiar das prescrições apresentadas durante o acompanhamento da filha e decidiu verificar as informações do profissional junto ao Conselho Regional de Medicina.
Ao consultar o cadastro, a mulher identificou uma divergência que levantou o alerta: a fotografia vinculada ao registro profissional não correspondia ao homem que comparecia à residência para atender a criança.
Após a descoberta, o caso foi comunicado às autoridades, que passaram a investigar a identidade e a atuação do suspeito. A prisão ocorreu justamente enquanto ele prestava atendimento à paciente em casa.
A utilização dos dados de outro médico teria permitido que Serpa atuasse por meses no acompanhamento de uma criança em situação delicada de saúde, incluindo a emissão de documentos e orientações relacionadas ao tratamento.
A investigação agora deverá apurar como o suspeito conseguiu acesso às informações profissionais utilizadas e se outras pessoas também foram atendidas por ele. A Polícia Civil também deve verificar a extensão da atuação e eventuais consequências decorrentes dos procedimentos e prescrições realizados durante o período em que ele se apresentou como médico.
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