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Guilherme Derrite recusa apoio da Polícia Federal e assume investigação da execução de Ruy Ferraz

Secretário da Segurança Pública de SP destaca capacidade da polícia estadual para elucidar assassinato e confirma identificação de suspeito.

Joice Gomes

16 de setembro de 2025 às 15:05

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski e o secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PL).

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski e o secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PL). Créditos: Montagem/Reprodução/Lula Marques/Agência Brasil e Divulgação/SSP

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PL), rejeitou o apoio direto oferecido pela Polícia Federal (PF) para investigar a execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Derrite afirmou que as forças policiais estaduais estão mobilizadas e preparadas para conduzir as investigações e prender os responsáveis pelo crime. O crime ocorreu na Praia Grande, litoral paulista, e chocou o estado.

Declarações e posicionamento oficial

Ao deixar o velório do ex-delegado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Derrite agradeceu a oferta de ajuda da PF, feita pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mas declarou: “No momento, todo o aparato do estado aqui é 100% capaz de dar a pronta resposta necessária”. Segundo ele, um suspeito já foi identificado e será pedida sua prisão temporária.

“Temos o DHPP, o DEIC envolvidos diretamente. Nossos policiais estão nas ruas desde ontem e seguem empenhados. A polícia é um órgão de Estado, não de governo, e confio plenamente no trabalho da Polícia Civil paulista”, completou Derrite.

Cooperação institucional e informações

Embora tenha recusado o apoio operacional da PF, Derrite afirmou que o governo federal pode compartilhar informações relevantes para auxiliar as investigações, que permanecerão comandadas pela polícia civil estadual.

Ricardo Lewandowski ressaltou que a Polícia Federal está à disposição para contribuir com banco de dados, balística, DNA e outros elementos que possam ajudar a elucidar o crime, enfatizando a necessidade de diálogo coordenado entre as forças de segurança.

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Velório e homenagens

O corpo de Ruy Ferraz foi velado em cerimônia pública na Alesp, na capital paulista, com a presença de autoridades políticas, policiais, amigos e familiares. O enterro ocorreu no Cemitério da Paz, no Morumbi, reunindo diversas lideranças.

Investigação e mobilização policial

O governador Tarcísio de Freitas determinou a criação de uma força-tarefa envolvendo o DEIC e o DHPP, departamentos especializados no combate ao crime organizado e que contam com informações estratégicas para identificar os assassinos.

Segundo o governador, o crime foi “muito planejado” e demonstra ousadia do crime organizado. Ressaltou ainda que Ruy Ferraz tentou escapar da emboscada antes de ser assassinado.

Histórico de enfrentamento ao crime organizado

Ruy Ferraz foi uma referência no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo participado da prisão de seus líderes, como Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. Ele acumulou mais de 40 anos de experiência na polícia civil paulista, atuando em departamentos como Deic, DHPP, Denarc e Decap.

Contexto da execução e registros

Imagens de câmeras de segurança registraram a perseguição ao veículo de Ruy Ferraz, que bateu contra um ônibus antes de ser abordado pelos criminosos, que desceram do carro para atirar contra ele diversas vezes.

Ex-promotor que trabalhou com Ruy lamentou o ocorrido e destacou o impacto do crime para o combate ao PCC e para a segurança pública no estado.

Investigações anteriores e ameaças

Nos últimos anos, Ruy Ferraz e outros integrantes do sistema de justiça e segurança pública haviam sofrido ameaças do PCC por sua atuação no combate à facção. Em 2006, houve uma série de ataques ordenados pelo grupo contra agentes públicos, em retaliação às operações que transferiram líderes criminosos para presídios de segurança máxima.

Compromisso com a elucidação do crime

A investigação segue em curso sob supervisão da Polícia Civil de São Paulo, que afirmou estar empenhada em identificar e prender todos os envolvidos, garantindo que o crime não fique impune.

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