Sindicato afirma que profissionais foram constrangidos durante período de descanso no Hospital Municipal Jailton Messias de Albuquerque e solicitará fiscalização do Cremepe.
07 de novembro de 2026 às 09:17 - Atualizado às 09:25
Sede do Simepe. Foto: Divulgação
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) divulgou uma nota de repúdio à abordagem do prefeito de Barreiros, Carlinhos da Pedreira, a profissionais médicos no Hospital Municipal Jailton Messias de Albuquerque. Segundo a entidade, a situação foi marcada por constrangimento público e insinuações sobre a vida íntima dos trabalhadores.
Na manifestação, o sindicato afirmou que, embora a fiscalização dos serviços públicos seja uma atribuição legítima da gestão municipal, a exposição e a humilhação de profissionais não são condutas compatíveis com a responsabilidade de um agente público.
O Simepe também contestou as insinuações relacionadas à presença de uma médica e de um médico no ambiente de repouso da unidade hospitalar. De acordo com a entidade, as imagens divulgadas não comprovam o comportamento sugerido e não justificam julgamentos sobre a vida privada dos profissionais.
Ainda conforme o Simepe, os profissionais estavam em período de descanso após intensa atividade assistencial nas primeiras 12 horas do plantão. Durante esse intervalo, um terceiro médico teria permanecido responsável pelos atendimentos.
A entidade ressaltou que o repouso durante os plantões é necessário e não representa, por si só, abandono do serviço, desde que seja organizado de maneira a garantir a continuidade da assistência aos pacientes.
O sindicato também defendeu que eventuais problemas no funcionamento da unidade sejam avaliados considerando fatores como dimensionamento das equipes, classificação de risco, tempo de espera, cobertura das enfermarias e condições de trabalho.
Entre as providências anunciadas, o sindicato informou que encaminhará ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) uma solicitação de fiscalização atualizada do Hospital Municipal Jailton Messias de Albuquerque. O objetivo é verificar possíveis irregularidades que possam comprometer a segurança do exercício da medicina e o atendimento à população.
A entidade também cobrou esclarecimentos formais da administração municipal e uma retratação pública pelas insinuações feitas sobre a vida íntima dos profissionais, que, segundo o sindicato, não foram acompanhadas de comprovação.
O Simepe informou ainda que poderá adotar medidas institucionais e jurídicas para proteger os médicos envolvidos e buscar a responsabilização por eventuais ilícitos.
Na nota, a entidade destacou que possíveis falhas profissionais devem ser investigadas pelas instâncias competentes, com apresentação de provas e garantia do direito de defesa. O sindicato também afirmou que não aceitará que a exposição dos médicos seja utilizada para afastar a discussão sobre as responsabilidades da gestão municipal na organização dos serviços de saúde.
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) repudia veementemente a abordagem do prefeito de Barreiros, Carlinhos da Pedreira, a profissionais médicos no Hospital Municipal Jailton Messias de Albuquerque, marcada por constrangimento público e insinuações sobre sua vida íntima.
Fiscalizar os serviços públicos é dever da gestão. Humilhar trabalhadores, antecipar julgamentos e alimentar sua exposição ao descrédito público são condutas incompatíveis com a responsabilidade do cargo.
A presença de uma médica e de um médico em ambiente de repouso não autoriza insinuações de natureza íntima. As imagens divulgadas não demonstram o comportamento insinuado. O Simepe também repudia qualquer tentativa de desqualificação profissional apoiada em estereótipos de gênero e no julgamento da vida privada das mulheres.
O Sindicato recebeu relatos de que os profissionais estavam em período de descanso após intensa atividade assistencial nas primeiras 12 horas do plantão, enquanto um terceiro médico permanecia atendendo. O repouso durante plantões deve ser organizado com garantia de continuidade da assistência, e sua utilização não caracteriza, por si só, abandono do serviço.
A população merece atendimento oportuno, seguro e digno. Para assegurar esse direito, é indispensável avaliar o dimensionamento das equipes, a classificação de risco, os tempos de espera, a cobertura das enfermarias e as condições de trabalho. Encaminharemos ao Cremepe solicitação de fiscalização da unidade para apurar possíveis irregularidades que comprometam a segurança do ato médico e da assistência à população.
Eventuais falhas profissionais devem ser apuradas pelas instâncias competentes, com rigor, provas e direito de defesa. A autoridade do cargo não concede licença para ofender ou expor pessoas à humilhação.
O Simepe cobra esclarecimentos formais da gestão e retratação pública pelas insinuações sobre a vida íntima dos profissionais sem comprovação apresentada. Solicitará fiscalização atualizada da unidade e adotará as medidas institucionais e jurídicas cabíveis para proteger os médicos envolvidos e buscar a responsabilização por eventuais ilícitos.
O Sindicato não aceitará que a exposição de médicos seja utilizada para encerrar o debate sobre as responsabilidades da gestão na organização da assistência. Defender a dignidade de quem cuida e exigir condições adequadas de atendimento são compromissos essenciais com a população.
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